Colesterol não é um inimigo como fomos induzidos a crer – Drª Marcia Tornavoi

Na atualidade muito é dito a respeito dos perigos do colesterol e da importância de manter seus níveis baixos. No entanto, o colesterol é um tipo de lipídio fundamental para o bom funcionamento do corpo, auxiliando na produção de membranas celulares, hormônios e ácidos biliares que atuam na digestão de gorduras. Nosso organismo executa inúmeras tarefas vitais e, para tal, as células precisam se comunicar. O colesterol é imprescindível na produção cerebral de sinapses (conexões entre neurônios), bem como no desempenho de diversos processos celulares (regulação e interação com proteínas, funções digestivas, entre outros). A deficiência destes lipídios causa complicações como: problemas digestivos e visuais, falhas no crescimento e aumento da suscetibilidade a infecção.

Durante muitos anos o colesterol foi apontado como um grande vilão – culpabilizando categorias inteiras de alimentos (como ovos, e gorduras saturadas) exclusivamente por milhares de casos de doenças cardíacas ao redor do mundo. Contudo, o que estudos e pesquisas atuais têm indicado é que as doenças do coração não se dão necessariamente mediante um aumento das taxas de colesterol, e sim devido a um lento processo inflamatório.  http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/08/10/making-sense-of-your-cholesterol-numbers.aspx 1/9

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Sem a presença da inflamação não há como o colesterol se acumular nas artérias – podendo circular livremente pelo organismo. Dr. Lundell Dwight, cirurgião cardiovascular, explica que “a inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como protege o organismo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se ocorre uma exposição cronicamente a toxinas ou alimentos para os quais nossos sistemas não foram projetados para processar, uma condição chamadainflamação crônica ocorre causando lesões internas de toda ordem. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica”.

Os maiores culpados pela inflamação crônica são a sobrecarga de alimentos como os carboidratos (açúcar e grãos como o trigo, cevada, arroz e alimentos derivados) e o excesso do consumo de óleos ômega-6 (óleos de soja, milho e girassol); que ao longo de vários anos pode culminar em doenças cardíacas. Ou seja, a sobrecarga de carboidratos altamente processados incita um danoso processo.

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Dr. Wright dá o exemplo do pão doce: ao ingerirmos um “inofensivo” pão doce, o organismo entende como se fosse algo similar a um inimigo declarando guerra. Toda essa enorme quantidade de carboidratos presentes no pão doce faz com que o corpo reaja à elevação de açúcares no sangue, secretando mais e mais insulina e, consequentemente, o excedente de glicose se converte em gordura armazenada. E o que isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado por uma estreita faixa. As moléculas de açúcar extra se ligam a uma variedade de proteínas – o que acaba gerando fricção, lesando as paredes dos vasos sanguíneos. A repetição dessa lesão é o que ocasiona um processo inflamatório.

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Outro exemplo é o da batata frita, comumente preparada em óleo de soja ou outros óleos ricos em ômega-6 (que alongam a vida útil do alimento). Os níveis de ômega-6 devem estar equilibrados com os de ômega-3. Quando há excesso de ômega-6, a membrana celular produz uma substância chamada citosina, que causa inflamação. A proporção ideal de equilíbrio deveria ser 3:1 (entre ômega-6 e ômega-3)Outro exemplo é o da batata frita, comumente preparada em óleo de soja ou outros óleos ricos em ômega-6 (que alongam a vida útil do alimento). Os níveis de ômega-6 devem estar equilibrados com os de ômega-3. Quando há excesso de ômega-6, a membrana celular produz uma substância chamada citosina, que causa inflamação. A proporção ideal de equilíbrio deveria ser 3:1 (entre ômega-6 e ômega-3), contudo, numa dieta rica em alimentos processados, a proporção chega a 30:1, denunciando os excessos da substância e a potência com que a inflamação pode afetar o organismo., contudo, numa dieta rica em alimentos processados, a proporção chega a 30:1, denunciando os excessos da substância e a potência com que a inflamação pode afetar o organismo.

O excesso de peso gerado pelo consumo de tantos produtos processados cria uma sobrecarga de gordura nas células, secretando substâncias inflamatórias, que por sua vez, se aliam aos danos causados pelo açúcar também em excesso no sangue. Tal círculo vicioso alimenta doenças cardíacas, pressão arterial alta, diabetes e Alzheimer. O ideal é que se retorne ao consumo de alimentos saudáveis (frutas, verduras, legumes, carnes magras, óleo de coco, manteiga), de forma balanceada, evitando o consumo de alimentos industrializados.Colesterol não é o Inimigo que você foi induzido a crer – 01/06/2011 – Dr. Lundell Wright

Colesterol, inflamação e o Cérebro

Dr. Ron Rosedale, médico americano, especialista em Medicina Nutricional, diz “se o dano excessivo está ocorrendo de tal forma que é necessário distribuir colesterol extra através da corrente sanguínea, não parece muito sábio baixar apenas o colesterol e esquecer por que ele está lá em primeiro lugar”. É fundamental que o tratamento leve em conta todos os hábitos, inclusive alimentares, do paciente, de modo a entender como e por que está ocorrendo inflamação. Medicamentos que contêm estatina, por exemplo, trabalham inibindo a produção de colesterol no fígado (responsável por 75% do colesterol), o que pode desorganizar o funcionamento do órgão, produzindo efeitos colaterais diversos (como tontura, depressão). Além disso, a estatina acaba inibindo outras substâncias importantes para o bom funcionamento do corpo, causando prejuízos às funções musculares e cardíacas. articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/08/10/making-sense-of-your-cholesterol-numbers.aspx 4/9

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Resultado de outro estudo revela que, recentemente, a agência antidrogas dos EUA alertou que alguns pacientes que tomam estatinas podem sofrer perda de memória e declínio cognitivo. “Cada vez que se forma uma recordação, os neurônios avisam determinados genes para guardá-la. Como o óleo que lubrifica o motor, o colesterol funciona como um transmissor dos sinais externos necessários para ativar os genes. A sua presença no cérebro tende a perder-se com a idade e quem sofre da doença de Alzheimer apresenta níveis de colesterol mais baixos do que o normal. “Samuel Gandy, Profesor de investigación del alzhéimer en el Hospital Monte Sinaí de Nueva York

Outros fatores de risco para a doença cardíaca

  • Níveis de triglicérides;
  • Níveis de insulina em jejum;
  •  Níveis de açúcar no sangue em jejum;
  •  A circunferência da cintura (a gordura visceral que se acumula em torno dos órgãos internos é um fator de risco considerável para várias doenças, além da doença cardíaca);
  • Níveis de ferro (o excesso de ferro no organismo pode potencializar os riscos de doença cardíaca).

A importância da vitamina K para a saúde das artérias

Muito se fala sobre a importância da vitamina D para o corpo, mas é necessário associá-la à vitamina K, de modo ativar algumas proteínas fundamentais para a boa absorção de cálcio. Esta direciona o cálcio para ser absorvido pelos ossos, evitando que ele seja depositado nas artérias (aterosclerose), por exemplo. Podemos encontrar fontes desta vitamina em alimentos como couve, brócolis, cenoura, espinafre, couve-de-bruxelas, preferencialmente orgânicos.   rticles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/12/30/cholesterol-levels.aspx 4/6

Diminuindo o processo inflamatório e, consequentemente, os riscos de doença cardíaca

Existe um equívoco em relacionar o consumo de alimentos como manteiga, ovos e as demais gorduras animais às doenças cardíacas. Uma pesquisa do Medical Research Council demonstrou que os homens que comem manteiga correm metade do risco de desenvolver doenças cardíacas do que aqueles que ingerem margarina, por exemplo.

Ao cortar gorduras animais nutritivas da dieta, o que acontece é que a fome aumenta – e as pessoas tendem a aumentar o consumo de grãos, açúcar e xarope de milho, acelerando os processos inflamatórios.

A inflamação é ocasionada por uma série de fatores, entre eles:

  •  Fumo;
  • Estilo de vida sedentário;
  • Stress;
  • Ingestão em excesso de açúcar e grãos
  • Ingestão de gordura trans.

   Para reduzir os níveis de colesterol naturalmente, é preciso ingerir:

  • Fontes de gordura animal saudáveis (de preferência ricas em ômega-3, presente na sardinha e no óleo de krill, por exemplo);
  • Alimentos crus (verduras, legumes e frutas), castanhas, sementes, abacate, azeite de oliva, óleo de coco, o próprio coco;
  • Produtos lácteos como manteiga, nata, queijo;
  • Ovos levemente cozidos (Nosso ovo quente).colest-carbs-2

Concluindo, o colesterol é de suma importância aos processos orgânicos, não podendo ser tratado como algo nefasto e venenoso. Para tanto, é preciso ir além dos fatores quantitativos frequentemente apontados em exames. É importante compreender como a substância se comporta no organismo e a ação dos mecanismos inflamatórios.

Existem marcadores inflamatórios que podem ser dosados no sangue que ajudam o medico a direcionar o tratamento correto individualizado sem o udo de substancias nocivas com uma infinidade de efeitos colaterais.

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Homeopata – CRM 58771 – RQE 40397 São Paulo – Consultório 11 3813-2261 Secretaria e Agendamentos 11 98848-3218

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Dra Márcia Tornavoi 
Nutróloga e Homeopata

Graduada pela Faculdade de Medicina Estadual de São Jose do Rio Preto S.P. (FAMERP).

Membro da ABRAN (Associação brasileira de Nutrologia).

Titulo de especialista pela AMB/ABRAN. RQE 40397

Membro do Instituto de Homeopatia BioFAO

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