Drª Márcia Tornavoi
Médica Nutróloga
CRM 58771
RQE 40397

Drª Márcia Tornavoi 
Médica Nutróloga 
CRM 58771
RQE 40397

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Homeopatia Medicina Integrativa Nutrologia Clinica Saúde integral Sem categoria

Sarcopenia (Perda da massa muscular) pode ocorrer em todas as idades? – Drª Marcia Tornavoi

A resposta é sim.
O termo sarcopenia se refere a uma redução de massa muscular (massa magra).

É a atrofia e degeneração dos músculos esqueléticos e a perda de qualidade e força desses músculos, assim como o declínio da velocidade de contração muscular e piora do desempenho físico, podendo ocorrer a substituição do tecido muscular por tecido gorduroso (massa gorda).

Ao longo das três primeiras décadas de vida, a força muscular se desenvolve e atinge o seu vigor máximo.

Em pessoas saudáveis, a diminuição da massa magra geralmente inicia-se após os 30 anos de idade, com perdas em torno de 1% a 2% ao ano.
Sem medidas preventivas, idosos com 80 anos de idade podem ter somente 50% de sua massa muscular da juventude. No entanto, a sarcopenia não está ligada apenas ao envelhecimento.

O declínio de massa magra, geralmente é acentuado pela adoção de maus hábitos ao longo da vida.

Pode estar associada a diversas outras morbidades ocasionando aumento do risco de eventos adversos como: incapacidade física, perda da qualidade de vida e até a morte.

Normalmente, a sarcopenia começa em duas áreas específicas do corpo: o quadríceps (musculo da coxa) e os músculos abdominais. À medida que progride, pode ocorrer perda de massa muscular em todo o corpo.

Muitas vezes, não há sintomas de sarcopenia até que se torne grave.

A sarcopenia pode ser agravada por:
• Imobilidade
• Deficiências nutricionais
• Falta de exercício
• Certas doenças

Há dois fatores a serem observados quando alguém tem sarcopenia:
1. Massa muscular inicial
2. Taxa de declínio da massa muscular (perda de peso)

O que pode ser feito para corrigir a sarcopenia:
• Exercício de rotina (especialmente treinamento de resistência)
• Repor a vitamina D
• Suplementar ácidos graxos ômega-3 (óleo de peixe ou óleo de fígado de bacalhau)
• Suplementar aminoácidos AA – específicos
• Suplementar potássio e outro minerais traças importantes

O exercício é responsável por cerca de 15% da perda de gordura.
As mudanças na dieta compensam os outros 85%.

Embora a dieta componha a maior parte da perda de gordura, ainda é importante se exercitar.
A chave para construir músculos e perder gordura é aumentar a intensidade e o volume do seu exercício.
Se você está em cetose ( Dieta cetogênica -por exemplo) e não está se exercitando, vai parar de ganhar massa muscular e possivelmente até perder.

Tenha em mente que é preciso de muito tempo de recuperação e sono após o exercício.
Se você treinar demais sem se recuperar, os benefícios do exercício diminuem significativamente.

O exercício pode estimular o hormônio do crescimento em até 700% – o que ajuda a construir músculos.

Quanto menos consumir carboidratos, mais perderá peso, porque seu nível de insulina diminuirá.

Mas, a insulina também é essencial para o crescimento do músculo. Se você aumentar seus carboidratos para construir músculos, também parará de perder gordura.

Então, o que você pode fazer para construir músculos e perder gordura?

Aumentar sua proteína pode ajudar a aumentar a insulina sem interromper a perda de gordura – se você conseguir o equilíbrio certo. Aqui entra a ajuda da médica Nutróloga.

O jejum é a coisa mais importante para perder peso porque reduz os níveis de insulina.
Se você está fazendo jejum intermitente, você pode consumir mais proteína sem causar ganho de gordura.

O jejum pode aumentar o hormônio do crescimento em até 2000%. Apenas certifique-se de ter 1-1,5 colher de chá de sal marinho e bastante potássio e magnésio por dia durante o jejum, ou você não terá energia para se exercitar.

Nosso corpo precisa de muito de potássio por dia. É por isso que é vital consumir muitos vegetais (7-10 xícaras) todos os dias.
Então, o mito de que você precisa de mais e mais proteína para construir músculos é falso. Toda a conversão e quebra da proteína em AA e sua reconstrução em músculos requer vitaminas e minerais.

Não precisamos necessariamente de mais proteínas para fazem os músculos crescerem – precisamos de mais nutrientes.
Alguns dos principais são:
• Potássio
• Minerais traços
• Vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K)
• Vitaminas B
• Vitamina C
Todos são necessários para a conversão do tecido muscular.
Se você se exercitar, vai quebrar e construir tecidos, e isso também é necessário.

Problemas comuns que as pessoas têm que dificultam ou impedem a construção muscular

• Resistência a insulina
• Estresse (alto cortisol)
Cada molécula de glicose precisa de um íon de potássio para manter a glicose no fígado e no músculo. A glicose armazenada é chamada de glicogênio (glicose armazenada). Isso ajuda a regular o açúcar no sangue e, sem potássio, seu corpo armazenará mais gordura.

O que você pode fazer para ajudar a construir músculos:
• Jejum intermitente (2-3 refeições por dia)
• Sem lanches
• Com proteína gordurosa
• Consuma uma quantidade moderada de proteína 85 a 170 g/dia
• HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade)
• Dormir

Vamos trabalhar juntos nesta jornada para que você possa manter a sua autonomia em qualquer idade.
Sempre é tempo de iniciar o auto cuidado!

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Homeopata – CRM 58771 – RQE 40397
São Paulo – Consultório 11 3813-2261
Secretaria e Agendamentos 11 98848-3218

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Medicina Integrativa Saúde integral

Candidíase uma única doença com inúmeros sintomas e vastas complicações – Drª Marcia Tornavoi

Candidíase é uma doença muito comum na minha prática clínica, especialmente entre as mulheres e os pacientes com doenças autoimunes. Muitos vem com queixas ginecológicas ou distúrbios do trato digestivo, fadiga, nevoeiro cerebral, infecções recorrentes, problemas de pele, alterações de humor e muito mais.

Você pode estar perguntando: “O que diabos é Cândida?”
É um fungo, uma forma de levedura, que vive em pequena quantidade na sua boca e intestinos com a função de ajudar a digerir e a reduzir os alimentos. No entanto quando esta quantidade se torna excessiva, descontrolada, começa a furar a parede do intestino e penetra na corrente sanguínea, liberando subprodutos tóxicos, desencadeando a síndrome do intestino permeável, o que pode levar a muitos problemas de saúde; desde disfunções digestivas e ginecológicos, até a depressão e doenças autoimunes.

As bactérias saudáveis do intestino geralmente mantem sob controle a população de cândida, no entanto, este equilíbrio pode ser quebrado com a ingesta frequente de bebidas alcoólicas, dieta rica em carboidratos refinados e açúcar (que alimentam a Cândida), uso de contraceptivos orais, dentre outros fatores, incluindo um estilo de vida com muito estresse.

A Cândida tem grande capacidade de mudar de forma, a fim de proteger-se do ambiente agressivo, responde aos níveis de temperatura ou acidez, transformando-se de uma célula de levedura arredondada em uma célula alongada. Essas células alongadas têm maior capacidade de permear o intestino deixando-o permeável e, uma vez na corrente sanguínea, acumula-se em outros tecidos. Isso significa que a candidíase pode passar rapidamente de um problema intestinal para um problema de corpo inteiro, uma vez que coloniza a pele, a boca, os ouvidos, a tireoide, os órgãos geniturinários ou qualquer outro lugar.

Por essa razão, os sintomas de supercrescimento dela são amplos e podem se apresentar da seguinte maneira:

1. Infecções fúngicas da pele e das unhas , pé de atleta, micose e fungo da unha

2. Sentindo-se cansado e sofrido ou sofrendo de fadiga ou fibromialgia

3. Problemas digestivos, como inchaço, constipação ou diarreia

4. Doença autoimune, como tireoidite de Hashimoto , artrite reumatoide , colite ulcerativa, lúpus , psoríase, esclerodermia ou esclerose múltipla

5. Dificuldade de concentração, falta de memória, falta de foco, ADD, TDAH e / ou nevoeiro cerebral

6. Problemas de pele como eczema, psoríase, urticária e erupções cutâneas

7. Irritabilidade, alterações de humor , avaliação ou depressão

8. Infecções vaginais, infecções do trato urinário, coceira retal ou coceira vaginal

9. Alergias sazonais graves ou comichão nas orelhas

10. Açúcar forte e desejos de carboidratos refinados

A Cândida e a Conexão Autoimune

Uma vez que a Cândida penetrada em seu intestino a barreira de controle de sua permeabilidade fica comprometida, deixando passar alimentos mal digeridas, toxinas, vírus e bactérias que acabam entrando na corrente sanguínea. A resposta do organismo a esta invasão é inflamatória, pois o sistema de defesa tenta combater os invasores estrangeiros. Como o intestino continua vazando, já que foi danificado, o seu sistema imunológico continua a emitir ondas de inflamação e vai ficando estressado, enfraquecido, confuso e começa a atirar com menos precisão. Quando isso acontece, os tecidos podem acabar na mira do seu sistema imunológico. Com o tempo, você pode desenvolver uma doença autoimune completa.

Como testar o supercrescimento da Cândida?

Testes sanguíneos: Verificam anticorpos IgG, IgA e IgM Cândida no sangue e podem ser realizados em qualquer laboratório. Altos níveis desses anticorpos indicam que um crescimento excessivo de Cândida está presente em algum lugar do corpo e que seu sistema imunológico está reagindo a ele.

Como vejo muitos pacientes com sistemas imunológicos suprimidos, descubro em minha clínica que os exames de sangue podem ser negativos, mesmo quando os exames de fezes ou urina são positivos.

Hemograma Completo: A baixa contagem de glóbulos brancos (WBC) tem sido associada com o crescimento excessivo de Cândida, bem como um padrão de neutrófilos elevados e baixa contagem de linfócitos, embora seja inespecífico, a clínica me mostra este padrão com muita frequência naqueles com supercrescimento Cândida.

Teste de fezes: É o teste mais preciso disponível. Isto irá verificar se há Cândida no seu cólon ou no intestino grosso. No entanto, você precisa se certificar de que seu médico peça um exame de fezes abrangente, em vez do padrão. Pedir que as fezes sejam analisadas diretamente para os níveis de Cândida. O laboratório geralmente pode determinar as espécies de levedura, bem como qual tratamento será eficaz.

Teste de disbiose de Urina Organix: Este teste detecta D-Arabinitol um produto residual do crescimento excessivo de Cândida. Este teste determinará se há Cândida no intestino superior ou no intestino delgado.

Como você tratar

Tratando eficazmente envolve parar o crescimento excessivo, restaurar as bactérias amigáveis que normalmente os mantêm sob controle . As etapas são as seguintes:

Passo 1: Primeiro, é preciso removendo da sua dieta os alimentos que a alimentam a cândida. Isso significa cortar todo o açúcar e álcool e limitar os carboidratos, como frutas, vegetais ricos em amido, grãos e legumes .

Passo 2: Em seguida, é necessário atacar a Cândida tomando suplementos que destroem suas paredes celulares, por exemplo: o ácido caprílico.
Passo 3: Finalmente, é hora de repovoar seu intestino com boas bactérias usando um Probióticos de alta potência, por exemplo com 100 bilhões de unidades formadoras de colônias (CFUs) para manter Cândida sob controle.

Você acha que tem supercrescimento de Cândida? Procure uma médica Nutróloga para direcioná-la por todo este processo de diagnostico, dieta e tratamento para sanar este mal tão recorrente e de difícil eliminação, que provoca tanto desconforto e debilidade energética.

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Homeopata Bio-FAO. – CRM 58771 – RQE 40397
São Paulo – Consultório 11 3813-2261
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Referencias: https://link.springer.com/article/10.1007/s11154-016-9363-2 https://europepmc.org/article/med/10332630
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Saúde integral

A incrível Comunicação entre o Coração e Cérebro – Drª Marcia Tornavoi

Tradicionalmente, o estudo dos caminhos de comunicação entre a cabeça e o coração foi abordado de uma perspectiva bastante unilateral, com os cientistas concentrando-se principalmente nas respostas do coração aos comandos do cérebro.
Aprendemos, no entanto, que a comunicação entre o coração e o cérebro é, na verdade, um diálogo dinâmico, contínuo e de mão dupla, com cada órgão influenciando continuamente a função do outro.

O coração se comunica com o cérebro e o corpo de quatro maneiras:

Neurologicamente(através da transmissão de impulsos nervosos)
Bioquimicamente (via hormônios e neurotransmissores)
Biofisicamente (através de ondas de pressão)
Energeticamente (através de interações de campo eletromagnético).
A comunicação ao longo de todos esses condutos afeta significativamente a atividade do cérebro.

O coração como uma glândula hormonal

Além de suas extensas interações neurológicas, o coração também se comunica bioquimicamente com o cérebro e o corpo por meio dos hormônios que produz. Embora não seja tipicamente considerado como uma glândula endócrina, o coração realmente fabrica e segrega uma série de hormônios e neurotransmissores que têm um amplo impacto no corpo como um todo.

O coração foi reclassificado como parte do sistema hormonal em 1983, quando um novo hormônio produzido e secretado pelos átrios do coração foi descoberto. Este hormônio tem sido chamado por vários nomes diferentes – fator natriurético atrial (ANF), peptídeo natriurético atrial (ANP) e peptídeo atrial. Apelidado de hormônio do equilíbrio, desempenha um papel importante no equilíbrio de fluidos e eletrólitos e ajuda a regular os vasos sanguíneos, os rins, as glândulas suprarrenais e muitos centros de regulação no cérebro.

O aumento do peptídeo atrial inibe a liberação de hormônios do estresse, reduz o fluxo simpático e parece interagir com o sistema imunológico. Ainda mais intrigante, experimentos sugerem que o peptídeo atrial pode influenciar a motivação e o comportamento.
Mais tarde foi descoberto que o coração contém células que sintetizam e liberam catecolaminas (noradrenalina, epinefrina e dopamina), que são neurotransmissores que se pensava serem produzidos apenas por neurônios no cérebro e gânglios.

Mais recentemente, foi descoberto que o coração também fabrica e secreta a oxitocina, que pode atuar como um neurotransmissor e comumente é chamada de hormônio do amor ou da sociabilidade. Além de suas funções bem conhecidas no parto e na lactação, a ocitocina também se mostrou envolvida na cognição, tolerância, confiança e amizade e no estabelecimento de vínculos duradouros.
Notavelmente, as concentrações de oxitocina produzidas no coração estão na mesma faixa daquelas produzidas no cérebro.

Um excelente equilíbrio hormonal em geral depende de uma alimentação adequada e nutrientes na proporção correta. A medica Nutróloga é a parceira ideal para acompanha-los nesta jornada.

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Homeopata Bio-FAO. – CRM 58771 – RQE 40397
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Referências
Cantin, M. and J. Genest, The heart as an endocrine gland. Pharmacol Res Commun, 1988. 20 Suppl 3: p. 1-22.

Strohle, A., et al., Atrial natriuretic hormone decreases endocrine response to a combined dexamethasone-corticotropinreleasing hormone test. Biol Psychiatry, 1998. 43(5): p. 371-5.

Butler, G.C., B.L. Senn, and J.S. Floras, Influence of atrial natriuretic factor on heart rate variability in normal men. Am J Physiol, 1994. 267(2 Pt 2): p. H500-5.

Vollmar, A.M., et al., A possible linkage of atrial natriuretic peptide to the immune system. Am J Hypertens, 1990. 3(5 Pt 1): p. 408-11.
Telegdy, G., The action of ANP, BNP and related peptides on motivated behavior in rats. Reviews in the Neurosciences, 1994. 5(4): p. 309-315.

Huang, M., et al., Identification of novel catecholaminecontaining cells not associated with sympathetic neurons in cardiac muscle. Circulation, 1995. 92(8(Suppl)): p. I-59.

Gutkowska, J., et al., Oxytocin is a cardiovascular hormone. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 2000. 33: p. 625-633.

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Medicina Integrativa Saúde integral

Depressão e o que é necessário para recuperar a luz do ser – Drª Marcia Tornavoi

Desde o início da pandemia pelo covid-19, o mundo vem atravessando fortes transformações. O isolamento social instituído como estratégia única para desacelerar a disseminação do vírus, chacoalhou nossas emoções e a forma com que nos relacionamos com a vida, e deixou muita gente sem rumo.
Agora imagine aquelas pessoas que já viviam em isolamento social, não por determinação sanitária da ONU, mas por dificuldade de sair de um buraco profundo em que já estavam vivendo, muitas vezes, há meses ou anos.
É para estas pessoas, e para aquelas que vivem ao seu redor, sem se dar conta de que podem ajudar, que este alerta abaixo foi criado, por Maria Popova, de forma tão delicada e sutil. 


Os raios quentes da esperança e da cura entram no interior da câmara de chumbo escura da solidão através das rachaduras inesperadas da bondade.

“Às vezes é preciso simplesmente suportar um período de depressão pelo que se pode apreender de iluminação, se pudermos viver através dela, atento ao que ela expõe ou exige”, escreveu o poeta May Sarton enquanto contemplava a cura para o desespero em uma estação escura do espírito. Mas o que é preciso para pegar este precário instante na direção da luz? Quando estamos naquele lugar escuro e oco, aquele lugar de solidão e isolamento, quando a garoa cinzenta de horror induzida pela depressão assume a qualidade da dor física,  o que é preciso para viver o horror e o vazio do outro lado, olhar para trás e suspirar incrédula, com a poeta Jane Kenyon: “O que me machucou tão terrivelmente … até esse momento?”

 

 

Durante uma recente temporada sombria do espírito, uma querida amiga me deu a história mais maravilhosa, que dá esperança e reumaniza: alguns anos antes, quando um colega dela – outro físico – estava passando por essa época, ela deu-lhe uma muda de amarílis em um pequeno vaso; o efeito que teve sobre ele foi inesperado e profundo, como sempre é o efeito de gentilezas não calculadas – profundas e abrangentes, do mesmo modo que um pedregulho de gentileza ondula círculos de brilho cada vez maiores. Quando a luz voltou lentamente à sua vida, ele decidiu dar uma aula sobre a física da animação. E assim é que uma de suas alunas, Emily Johnstone, veio fazer Bloom -um curta-metragem de animação comovente, traçando a partir do pequeno gesto pessoal uma metáfora universal de como sobrevivemos às mais densas trevas privadas, em consonância com a insistência de Neil Gaiman de que “às vezes é preciso apenas um estranho, em um lugar escuro… para nos aquecer na estação fria.”  

Fonte: https://www.brainpickings.org/

É preciso unir forças e encontrar parceiros nestes momentos de dor e depressão. O isolamento pode ser rompido. Procure ajuda!

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Desnutrição é um problema endêmico no mundo, resultado tanto da fome quanto da obesidade – DrªMarcia Tornavoi

 

Aquela ideia antiga de que porque você e o seu filho são gordinhos, portanto estão bem nutridos, vem caindo por terra há alguns anos e hoje, sabemos que não é verdade.

Segundo o Relatório Global de Nutrição de 2016, baseado num estudo realizado em 129 países, 44% dos países enfrentam “níveis muito severos” de subnutrição e obesidade. Isso significa que uma em cada três pessoas no mundo sofre de algum tipo de desnutrição.

Tradicionalmente, a desnutrição está associada às crianças que estão passando fome, apresentam problemas de crescimento e são mais suscetíveis à infecção. Porém, os autores do relatório destacaram o “escalonamento do desafio global” representado pelo aumento da obesidade. Segundo eles, a alta ocorre em todas as regiões do globo e praticamente em os países.  Centenas de milhões de pessoas estão desnutridas apesar de apresentam sobrepeso, além de ter muito açúcar, sal ou colesterol no sangue.

A professora Corinna Hawkes, co-responsável pela pesquisa disse: “o estudo redefiniu o que mundo pensa sobre  o que é estar desnutrido”.

A desnutrição significa literalmente uma nutrição ruim – ou seja, quem não se alimenta adequadamente“.

Segundo o levantamento, o número de crianças abaixo de cinco anos com sobrepeso está se aproximando do de crianças abaixo do peso.

“Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, outro responsável pela pesquisa. “É totalmente inaceitável”, acrescenta.

O relatório pede mais financiamento e comprometimento político para enfrentar o problema. Segundo a pesquisa, US$ 1 gasto em programas de incentivo à nutrição resulta em US$ 16 em benefícios para a população.

Os cuidados com a nutrição, e a reposição adequada de nutrientes podem salvar sua vida em momentos de epidemias como a que estamos vivendo hoje. Não jogue com sua saúde, aposte na prevenção e venha se cuidar.

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/geral

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Nutrologia Clinica Saúde integral

Considerações entre a má alimentação, depressão e suicídio – Drª Marcia Tornavoi

Estamos terminando o mês de setembro e ouvimos muito durante todos estes dias sobre a campanha de prevenção ao suicídio. Meu objetivo com este artigo é chamar a  atenção para alguns aspectos que normalmente não são priorizados no debate deste tema.

O suicídio é uma das  três principais causas de morte que estão em ascensão, juntamente com as overdoses de medicamentos e a doença de Alzheimer. As estatísticas revelam que as taxas de  suicídio vêm aumentando de forma acentuada e constante desde o início dos anos 2000, tragicamente, também entre crianças e adolescentes, e o foco das atenções para explicar este fato repousa principalmente sobre o aumento da depressão. No entanto, apesar dos novos medicamentos antidepressivos, não chegaremos rapidamente a lugar algum, a menos que comecemos a abordar o tratamento e a prevenção da saúde mental de uma perspectiva mais holística e não apenas bioquímica e medicamentosa.

 

Como sabemos, os medicamentos antidepressivos podem não funcionarem muito bem, em alguns casos,  e ainda tem o problema dos seus efeitos colaterais que são inúmeros. Enquanto isso, as deficiências  nutricionais, o declínio na interação social ocasionada pelo aumento da dependência das mídias e tecnologias sociais, a exposição excessiva aos campos eletromagnéticos (Celular e Wi-Fi) , a falta de sono com qualidade, a falta de propósito de vida ou conexão espiritual e estresse crônico não resolvido, são apenas alguns dos fatores que podem contribuir para a depressão e/ou ideação suicida, nenhum dos quais pode ser tratado por novos ou mais medicamentos.

A depressão é um dos transtornos mentais mais comum, afeta milhões de pessoas, e é a principal causa de problema de saúde e incapacidade no mundo. Pode ser uma doença terminal se uma pessoa tenta continuamente e, eventualmente, consegue tirar a própria vida, mas certamente não é a única causa de suicídio. Os traumas e perdas da vida de uma pessoa e a maneira como responde a elas é infinitamente variada e dependente do contexto.

De acordo com dados do CDC.”gov, Suicide Rising Across the US.” mais da metade das pessoas que cometem suicídio não têm uma condição de doença mental conhecida, e segundo uma pesquisa desta mesma instituição , outros fatores contribuintes para o suicídio  incluíram:

 

 

  • Problemas de relacionamento (42%)
  • Uma crise nas últimas ou próximas duas semanas (29%)
  • Abuso de substâncias (28%)
  • Um problema de saúde física (22%)
  • Trabalho ou problema financeiro (16%)
  • Problema criminal ou legal (9%)
  • Perda de habitação (4%)

Alguns sinais de alerta de  pensamentos ou proximidade do suicídio

  • Sentindo-se preso ou com dores insuportáveis
  • Mudanças extremas de humor
  • Sentindo-se como um fardo
  • Sendo isolado
  • Aumento da ira ou raiva
  • Expressando desesperança
  • Aumento da ansiedade
  • Maior uso de substâncias
  • Procurando uma maneira de acessar meios letais
  • Dormindo muito pouco ou muito
  • Conversando ou postando sobre querer morrer
  • Fazendo planos para suicídio

O que fazer para ajudar.

  • Pergunte como estão se sentindo e se estão pensando em terminar sua vida, ou se planejam fazê-lo.
  • Não os deixe sozinhos e faça o seu melhor para mantê-los seguros
  •  Encaminhe rapidamente a um acompanhamento médico e psicológico
  • Torne-se disponível. Não faça críticas.
  • Entre em contato com diariamente e ajude a se reconectar com os outros.

Intervenções nutricionais que demonstraram ser benéficas

Um dos primeiros passos é limpar sua dieta e cuidar da saúde intestinal, caso contrário, você não terá praticamente nenhuma chance de ficar emocional e mentalmente saudável. Os alimentos têm um imenso impacto no humor, na motivação e na capacidade de lidar e ser feliz. Evitar açúcar e grãos, com os quais os alimentos processados são carregados já é um bom começo.  

Otimize seu nível de:

  • Gorduras ômega-3 = São realmente importantes para a função cerebral e saúde psicológica, principalmente o tipo DHA. Os ácidos graxos Omega-3 são conhecidos por serem componentes fundamentais da membrana externa das células cerebrais. É através dessa membrana que todos os sinais nervosos fluem. Então a presença de Omega-3 cria um ambiente ideal para a troca rápida de “mensagens” entre as células do nosso cérebro. Se o cérebro para de receber Omega-3, ele procura se adaptar a essa deficiência. Como consequência ele fica “preguiçoso” e as respostas passam a ser mais lentas. Quando esse comportamento é repetido dia-após-dia, o cérebro passa a encarar esse novo estado como sendo o seu novo padrão normal de funcionamento.É aí que problemas de memória, alterações de humor e dificuldades de aprendizado podem se tornar frequentes. O organismo é incapaz de produzi-los, por isso deve-se obtê-los por meio da alimentação como: peixes, algas, semente de linhaça e castanhas. Peça suplementação a seu médico.
  • Vitamina D = Receber exposição solar suficiente para obter um nível saudável de vitamina D. Sua deficiência é na verdade mais a regra do que a exceção e, está implicada em distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Pessoas com níveis mais baixos de vitamina D, são 11 vezes mais propensas a ficar deprimidas do que aquelas que tinham níveis normais. Peça suplementação ao seu médico.
  • Vitaminas do complexo B = Desempenham um papel na produção de certos neurotransmissores importantes para a regulação do humor e outras funções cerebrais. A deficiência da vitamina B9 foi observada entre as pessoas com depressão, assim como a deficiência de B6 que é o cofator das enzimas que convertem o L-triptofano em serotonina, que é o hormônio do bem estar.

Vitaminas B6, B8 (inositol) e B12 em combinação são eficazes para melhorar os sintomas esquizofrênicos. A deficiência de vitamina B12 e Folatos pode desencadear depressão, mania, psicose e delírios paranoicos, assim como a deficiência  de B8 pode agravar o pânico e o TOC.

 

Este complexo de vitaminas têm um impacto direto no ciclo de metilação e são  necessárias para a produção e função dos neurotransmissores e a manutenção de mielina, a bainha gordurosa que cerca as células nervosas. Sem esse revestimento protetor, os sinais nervosos tornam-se lentos e esporádicos, o que pode levar a problemas de função motora, perdas cognitivas e alterações de humor.

 

Fontes:  Vitamina B6 estão a carne vermelha, aves, peixe, legumes, ricota, batatas, bananas, melancia, espinafre e sementes de girassol. Folato incluem, o chá verde, vegetais de folhas verdes, feijões, legumes e frutas.                                                                                          B12, é recomendado comer carnes magras, peixe, aves, ovos, laticínios, leveduras alimentares, cereais enriquecidos e leite de soja. Podem-se ainda tomar suplementos de vitamina B, com orientação médica.

 

 

  • Triptofano = Aminoácido utilizado pelo cérebro que ajuda na produção de serotonina (neurotransmissor importante no processo bioquímico do sono e do humor). O corpo não produz o triptofano é preciso ingeri-lo por meio de alimentos como, banana, aveia, pinhão, amêndoas, cacau, abacate.
  • Ferro = A deficiência de ferro, um problema comum principalmente entre as mulheres, também pode causar depressão, além de levar a um número insuficiente de glóbulos vermelhos. Por sua vez, a insuficiência de glóbulos vermelhos pode causar fadiga, confusão, perda de apetite, irritabilidade e outros sintomas emocionais. Para aumentar a ingestão de ferro, é recomendado comer alimentos como carne vermelha, soja, beterraba, peixe, farinha de aveia, manteiga de amendoim, espinafre, feijão, romãs e ovos. No entanto, para aumentar a absorção do ferro pelo corpo, é preciso consumir, juntamente com ele, também alimentos ricos em vitamina C.
  • Selênio = Atua em enzimas que diminuem o estresse oxidativo do cérebro, ou seja, trabalha para que o cérebro “não envelheça”. Está diretamente associado ao ciclo de vida das células. Colabora na eliminação de toxinas, como mercúrio, que provocam problemas cerebrais. Está ligado à produção dos hormônios da tireoide.  A baixa oferta de selênio no organismo aumenta os riscos de problemas de cognição e pode até agravar quadros de patologias cerebrais. Há estudos que apontam a deficiência desse mineral como uma das causas de surtos de mau humor. Como consumir: a principal fonte é a castanha-do-pará. Duas unidades diárias fornecem a quantidade adequada do micronutriente. Também é encontrado em lagostas e caranguejos.
  • Zinco = Está relacionado à proteção de neurônios e à melhora de quadros de estresse oxidativo, que contribui para o aumento do risco de doenças como depressão e Alzheimer. Como promove a síntese da dopamina e da serotonina, é um importante agente na diminuição da depressão. Carência piora o estresse oxidativo, o que aumenta riscos de depressões e Alzheimer. O desequilíbrio pode estar associado à morte de neurônios e à queda na qualidade do sono. Como consumir: carnes vermelhas, amêndoas, frutos do mar e ostras.
  • Cromo = Atua nos receptores da serotonina e no aproveitamento da glicose pelo cérebro – consequentemente, está relacionado à regulação de humor e emoções. No corpo, tem papel fundamental no metabolismo de gorduras e açúcares. Também age sobre a taxa de colesterol. A falta de cromo compromete o transporte da glicose para as células. A carência desse elemento é capaz de acarretar altos e constantes níveis de glicose no sangue, o que pode levar ao diabetes. Como consumir: ovos, carne, aveia, linhaça, brócolis.
  • Magnésio = É responsável por ativar mais de 300 reações enzimáticas diferentes do nosso corpo. É crucial para transmissão nervosa, contração muscular, coagulação sanguínea, produção de energia, metabolismo de nutrientes e formação de osso e células. Sua falta tende a ampliar a reação do estresse, alterando o equilíbrio entre adrenalina e cortisol que pode levar a fadiga crônica, depressão e dificuldade de concentração e aprendizado. Mais concentrado em espinafre, couve, acelga, sementes de abóbora, iogurte e amêndoa.

Evitar alimentos com:

  • Glúten = O nível de glúten em nossos grãos está muito mais alto do que nunca, graças a várias técnicas transgênicas de produção. Pode causar depressão e transtorno de comportamento em pessoas sensível a ele. Nesse caso, a chave é remover completamente o glúten da dieta.
  • Açúcar = Aumenta a produção de insulina. Leva a um estado de euforia seguido de tristeza. O resultado é um consumo ainda maior do doce, o que leva ao recomeço do ciclo depressivo. Aumenta a irritabilidade e a agitação, principalmente em crianças.
  • Gorduras trans (vegetais solidificados ou hidrogenadas)
  • (Fast food) – Produto alimentício em pacotinhos em geral. = Aumentam a produção de citocinas, moléculas pró-inflamatórias que podem desencadear o mau funcionamento dos neurônios. Elas interferem na transmissão nervosa e podem diminuir a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

Cuidados com o intestino

O intestino já é considerado nosso “segundo cérebro”, afinal é ele que controla as emoções, estado mental e nossas preferências alimentares. A saúde deste órgão é o que determina o bem-estar do cérebro. Sabe o que o frio na barriga durante o medo, o enjoo quando estamos assustados e a sensação de “borboletas no estômago” têm em comum? São sintomas causados pela conexão entre os transmissores do intestino e do cérebro. O intestino produz e armazena 90% do neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória. A serotonina processa e transmite informações e estímulos sensoriais por intermédio dos neurônios. Quando há queda no nível do neurotransmissor a saúde física, mental e as emoções ficam comprometidas.

Desequilíbrio na composição dos micro-organismos que habitam nosso intestino pode levar à disbiose, condição que pode predispor a quadros inflamatórios e a quebra crescente da conexão cérebro-intestino que nos mantem mentalmente saudáveis. Fatores que influenciar diretamente na composição da microbiota intestinal:  Uso de antibióticos e anti-inflamatórios, dieta, estresse, poluição, cigarro, álcool, hereditariedade, estilo de vida, doenças e ferimentos.

 

Considerando os desequilíbrios hormonais

O climatério, a menopausa e outros desequilíbrios hormonais são frequentemente confundidos  com depressão. Atualmente, as mulheres estão entrando no climatério em idades mais jovens; alguns até antes dos 40 anos, e essa fase pode durar anos. Mulheres que nunca tiveram TPM podem apresentar subitamente sintomas bastante graves, deprimidos, mal-humorados, irritados e auto destrutivos. É preciso equilibrar os hormônios e isto inclui uma dieta nutritiva além de uma desintoxicação para garantir uma boa função do fígado.

Alguns fitoterápicos podem ser úteis contra estes sintomas. Hormônios base, como a progesterona, são outra opção que pode ou não ser necessária, dependendo de cada situação. Também deve se considerar a deficiência de testosterona nos homens. Depois de acertar a combinação certa, os sintomas geralmente diminuem ou desaparecem em poucas semanas.

Diante de todas estas considerações, é fundamental procurar preventivamente ou ao menor sinal de aparecimento dos sintomas citados acima, um médico e um psicologo para acompanhá-lo numa jornada em busca das suas causas, para juntos trabalharem no reequilíbrio, bem estar e alegria de viver de novo.  Um forte abraço e até breve! 

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Médica Bio-FAO. -CRM 58771 RQE 40397

São Paulo 11 3813-2261       

São Paulo 11 988483218

Referências:

  Institutos Nacionais de Saúde Mental, Depressão Maior entre Adultos

  OMS 30 de março de 2017

 Medicinenet.com 16 de março de 2017

 CDC.gov, Suicídio em ascensão nos EUA

 Crisistextonline.org

 Journal of Chemical Neuroanatomy, setembro de 2016; 75, parte B: 43-51

  JAMA. 2010; 303 (1): 47-53

  PLOS Medicine 26 de fevereiro de 2008

 Psychological Medicine 16 de fevereiro de 2017, DOI: https://doi.org/10.1017/S0033291717000022

 British Medical Journal 956 15 de dezembro; 2 (5006): 1394–1398

 British Medical Journal 956 15 de dezembro; 2 (5006): 1394–1398 (Artigo completo, PDF)

 Associação de Ansiedade e Depressão da América, TCC para transtornos de ansiedade e depressão

Revista de Comportamento Humano no Ambiente Social 2012; 22: 463

 Journal of Alternative and Complementary Medicine, fevereiro de 2017, Tratamento do Transtorno Depressivo Maior com Iyengar Yoga e Respiração Coerente: AR

 

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Câncer: Uma tragédia mundial anunciada – Drª Marcia Tornavoi

Esta semana mais um avião comercial caiu, foi uma tragédia e com certeza virou manchete de todos os principais jornais do mundo. Só para fazer uma comparação ilustrativa, nós temos o equivalente a 8-10 aviões batendo TODOS OS DIAS com todos a bordo morrendo de câncer. Uma em cada três pessoas será diagnosticada com câncer em algum momento de suas vidas, apesar dos enormes avanços tecnológicos ao longo do último meio século.

A medicina ocidental não está mais perto de encontrar uma “cura para o câncer”, que se tornou uma epidemia mundial de proporções surpreendentes. As estatísticas falam por si mesmas:
No início de 1900, uma em cada 20 pessoas desenvolveu câncer
Na década de 1940, uma em cada 16
Na década de 1970, uma em cada 10
Hoje um em cada três.

As taxas de incidência ainda estão aumentando apesar da enorme quantidade de dinheiro canalizada para a pesquisa sobre o câncer. Hoje, dois em cada três pacientes com câncer estarão mortos dentro de cinco anos após receberem toda ou parte da trindade padrão do tratamento -cirurgia, radioterapia e quimioterapia. (1)

Muitas coisas podem ser feitas para diminuir o risco de câncer. Mas, por favor, não
espere até obter o diagnóstico – você deve tomar medidas preventivas AGORA. É muito mais fácil prevenir o câncer do que tratá-lo, uma vez que ele aconteça. Acredito que você pode diminuir o seu risco de câncer e doenças crônicas e melhorar radicalmente suas chances de se recuperar do câncer se você atualmente o possui, seguindo essas estratégias relativamente simples.

1. Preparação de Alimentos: Coma pelo menos um terço de sua comida crua. Evite
fritar ou grelhar seus alimentos, em vez disso prefira escaldar ou cozinhar no vapor. (2)
Não usar frequentemente o micro-ondas. Considere acrescentar à sua dieta alimentos que combatem o câncer como brócolis, cúrcuma, resveratrol, ervas, temperos e suplementos. Consulte o médico Nutróloga para fazer estas orientações adequadas.(3)

2.Reduza ou elimine os alimentos processados, açúcar / frutose e alimentos à base de grãos da sua dieta. Isso também se aplica a grãos orgânicos inteiros não processados, pois eles tendem a quebrar rapidamente e elevar seu nível de insulina. A evidência é clara de que, se você quer evitar o câncer, ou você atualmente tem câncer, você absolutamente DEVE evitar todas as formas de açúcar, especialmente a frutose, que alimenta as células cancerígenas e promove seu crescimento. Certifique-se de que sua ingestão total de frutose é de cerca de 25 gramas por dia, incluindo frutas.

3. Proteína e gordura: considere reduzir seus níveis de consumo de proteína para um grama por quilograma de peso corporal magro. Substitua o excesso de proteína por gorduras de alta qualidade, como ovos orgânicos de galinhas caipira, carnes de alta qualidade, abacates, castanhas e óleo de coco.

4.Evite alimentos geneticamente modificados, pois eles são tipicamente tratados com herbicidas como o glifosato. Uma equipe de pesquisa francesa que estudou este herbicida e concluiu que ele é tóxico para as células humanas e, provavelmente, carcinogênico. Escolha alimentos frescos, orgânicos, preferencialmente cultivados localmente. Lave os alimentos e deixe sempre de molho na água com bicarbonato por 1 hora para limpar resíduos de toxinas e agrotóxicos.

5. Gordura Omega-3: Normalize sua proporção de gorduras ômega-3 e ômega-6 tomando um óleo de peixe ou de algas de alta qualidade e reduzindo a ingestão de óleos vegetais processados (Soja, milho, canola, girassol etc.).

6. Probióticos naturais: Otimize sua flora intestinal, isto irá reduzir a inflamação e fortalecer sua resposta imunológica. Pesquisadores descobriram um mecanismo dependente de micróbios através do qual alguns tipos de câncer desenvolvem uma resposta inflamatória que estimula seu desenvolvimento e crescimento. Eles sugerem que a inibição de citocinas inflamatórias pode retardar a progressão do câncer e melhorar a resposta à quimioterapia.
Adicione alimentos naturalmente fermentados à sua dieta diária isto é uma maneira fácil de prevenir o câncer ou acelerar a recuperação. Você também pode adicionar um suplemento probiótico de alta qualidade, mas os alimentos naturalmente fermentados são os melhores.

7. Exercício: Idealmente, seu programa de exercícios deve incluir equilíbrio, força, flexibilidade e treinamento intervalado de alta intensidade. O exercício reduz os níveis de insulina, o que cria um ambiente de baixo teor de açúcar que desencoraja o crescimento e a disseminação das células cancerígenas. Em um estudo de três meses, descobriu-se que o exercício altera as células do sistema imunológico em uma forma mais potente de combate a doenças em sobreviventes de câncer que acabaram de completar a quimioterapia.

Pesquisadores e organizações de câncer recomendam cada vez mais que o exercício regular seja uma prioridade, a fim de reduzir o risco de câncer e ajudar a melhorar os resultados do câncer. Pesquisas também encontraram evidências sugerindo que o exercício pode ajudar a desencadear a apoptose (morte celular programada) em células cancerígenas.

8. Vitamina D: Tomar sol e suplementar. Há evidências científicas de que você pode diminuir seu risco de câncer em mais da metade simplesmente otimizando seus níveis de vitamina D com a exposição solar adequada. Seu nível sérico deve estar estável em 50-70 ng / ml, mas se você estiver em tratamento para câncer, ele deve estar mais próximo de 80-90 ng / ml para obter o benefício ideal. (4)
Se você toma vitamina D por via oral e tem câncer, seria muito prudente monitorar regularmente os níveis séricos de vitamina D, além de suplementar sua vitamina K2, já que a deficiência de K2 é o que produz os sintomas da toxicidade da vitamina D.

9. Sono reparador. Prepare seu quarto para dormir no escuro total, qualquer ponto de luz é prejudicial. Não ligue nada de eletrônico no quarto. Desligue o celular e deixe-o fora do quarto. Mantenha a temperatura agradável. Leia um livro, faça um relaxamento, faça orações, alongue o corpo, respire profundamente algumas vezes, pense somente coisas boas. O sono inadequado pode interferir na produção de melatonina, que está associada a um aumento do risco de resistência à insulina e ganho de peso, ambos contribuindo para a virilidade do câncer.

10. Exposição a Toxinas: Reduza sua exposição a toxinas ambientais como pesticidas, herbicidas, limpadores químicos domésticos, purificadores de ar sintéticos e cosméticos tóxicos.

11. Exposição à radiação: Limite sua exposição e proteja-se da radiação produzida por telefones celulares, torres, estações base e estações Wi-Fi, além de minimizar sua exposição de exames médicos baseados em radiação, incluindo radiografias dentárias, TC digitalizações e mamografias.

12. Elaboração emocional adequada: Faça psicoterapia, psicanálise, reescreva sua história e lembranças para si mesmo de forma mais amena e amorosa, junte-se a uma comunidade, amigos, sinta-se útil. O câncer tem raízes emocionais. Há uma tonelada de evidências sugerindo que a raiva, o ódio e o ressentimento reprimidos desempenham um papel crucial no desenvolvimento do câncer. Aumento dos hormônios do estresse causados por gatilhos emocionais suprimem o sistema imunológico, o que pode levar ao câncer.

Quando os sentimentos negativos não são expressos, eles podem contribuir para a doença física ao longo do tempo. Mesmo os conservadores Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirmam que 85% de todas as doenças têm um elemento emocional. Os sentimentos negativos presos ou reprimidos, como a raiva, aumentam o nível de hormônios do estresse de uma pessoa, que suprime diretamente o sistema imunológico. A saúde do seu sistema imunológico é crucial no combate ao câncer.

13. Controle e administração do estresse: Pratique uma meditação, um relaxamento, faça massagens, Reiki, Barras de access, Emotional Freedom Techniques (EFT). Vá caminhar ao ar livre, dar risada com os amigos, cantar, dançar, brincar. Quando você está estressado, seu corpo libera hormônios do estresse como o cortisol, que prepara o corpo para lutar ou fugir do evento estressante. Sua frequência cardíaca aumenta, seus pulmões absorvem mais oxigênio, seu fluxo sanguíneo aumenta e partes do seu sistema imunológico são temporariamente suprimidas, o que reduz sua resposta inflamatória a patógenos e outros invasores estrangeiros. (5)

Quando o estresse se torna crônico, entretanto, seu sistema imunológico se torna menos sensível ao cortisol, e como a inflamação é parcialmente regulada por esse hormônio, essa sensibilidade diminuída aumenta a resposta inflamatória e permite que a inflamação saia do controle.

Isto é, em grande parte, como o estresse “predispõe” você a ficar doente em primeiro lugar. E, no caso de você ficar doente, os estressores emocionais podem piorar seus sintomas. Como a inflamação desempenha um papel na maioria das doenças, incluindo câncer, esse modelo sugere por que o estresse as afeta também.

O que fazer se você já tiver câncer
Sem dúvida, a estratégia essencial mais poderosa que conheço para tratar o câncer é privar as células de sua fonte de alimento. Ao contrário das células normais do corpo, que podem queimar carboidratos ou gordura como combustível, as células cancerígenas perderam essa flexibilidade metabólica e só queimam carboidratos. (6) Dr. OËo Warburg recebeu um Prêmio Nobel há mais de 75 anos por descobrir isso, mas na prática poucos realmente usam essa informação. (7)(8)(9)(10)
Integrar uma dieta cetogênica com oxigenoterapia hiperbárica, que é mortal para as células cancerosas debilitadas por privá-las de sua fonte de combustível, seria a estratégia que eu recomendaria para minha família se eles forem diagnosticados com câncer.
Drª Marcia Tornavoi CRM 58771 – Médica Nutróloga – (11) 38132261

São Paulo (11) 988483218

Referências:
1) Cancer Facts & Figures 2013
2) v Environmental Law Foundation June 2005, How Potato Chips Stack Up: Levels of Cancer-Causing Acrylamide in Popular Brands of
Potato Chips
3) GreenMedInfo.com Curcumin Medical Literature list
4) ABC News 22 de fevereiro de 2010 Maturitas março 2010; 65 (3): 225-36 Eurekalert 16 de fevereiro de 2010
5) 2 Medical News Today March 16, 2013
6) Press-pulse: a novel therapeutic strategy for the metabolic management of cancer Thomas N. SeyfriedEmail author, George Yu, Joseph
C. Maroon and Dominic P. D’Agostino Nutrition & Metabolism201714:19
7) Otto Warburg – Biographical
8) Otto Warburg – Award Ceremony Speech
9) The Role of Oxygen, Antioxidants and Toxins in the Cancer Process
10) A Rational Theory of Cancer

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Disfunções metabólicas conduzindo a doenças crônicas – Drª Marcia Tornavoi

Grande parte da medicina ocidental moderna baseia-se no tratamento de danos agudos e imediatos, desde lesões físicas até infecções, desde ossos quebrados e resfriados comuns até ataques cardíacos e de asma. Mas o progresso no tratamento de doenças crônicas, onde a causa do problema é muitas vezes desconhecida – e, de fato, pode não estar mais presente – está defasado.

Condições crônicas como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares desafiam a explicação fácil, sem falar do remédio. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças estimam que mais da metade dos adultos e um terço das crianças e adolescentes nos Estados Unidos vivem com pelo menos uma doença crônica e aqui no Brasil não é diferente. Condições médicas crônicas, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde, causam mais da metade de todas as mortes no mundo.

Em um novo artigo, disponível on-line em Mitochondrion (1), Robert K. Naviaux, MD, PhD, professor de medicina, pediatria e patologia na Universidade da Califórnia San Diego School of Medicine, postula que a doença crônica é essencialmente a consequência do bloqueio do ciclo natural da cura, que ocorre por perturbações nos níveis metabólico e celular.

“O processo de cura é um círculo dinâmico que começa com a lesão e termina com a recuperação. As características moleculares desse processo são universais”, disse Naviaux, que também dirige o Centro de Doenças Mitocondriais e Metabólicas da UC San Diego. “Evidências emergentes mostram que a maioria das doenças crônicas é causada pela reação biológica a uma lesão, não pela lesão inicial ou pelo agente da lesão. A doença ocorre porque o corpo é incapaz de completar o processo de cura”.

Por exemplo, disse Naviaux, o melanoma – a forma mais letal de câncer de pele – pode ser causado pela exposição ao sol que ocorreu décadas antes, danificando o DNA que nunca foi reparado. Transtorno de lesão cerebral pós-traumático pode inflamar meses ou anos após a lesão original da cabeça ter cicatrizado. Uma concussão recente, sofrida antes que uma concussão anterior tenha sido completamente resolvida, normalmente resulta em sintomas mais graves e recuperação prolongada, mesmo que o segundo impacto seja menor do que o primeiro.

“Disfunção progressiva com lesão recorrente após a cura incompleta ocorre em todos os sistemas de órgãos, não apenas no cérebro”, disse Naviaux. “A doença crônica resulta quando as células são capturadas em um ciclo repetitivo de recuperação incompleta e re-lesão, incapaz de se curar completamente. Essa biologia está na raiz de praticamente todas as doenças crônicas conhecidas, incluindo suscetibilidade a infecções recorrentes, doenças auto-imunes como artrite reumatóide, doença cardíaca e renal diabética, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, demência de Alzheimer, câncer e desordem do espectro do autismo.”

Por mais de uma década, Naviaux e seus colegas vêm investigando e desenvolvendo uma teoria baseada na resposta de perigo celular (CDR), uma reação celular natural e universal à lesão ou ao estresse. No novo artigo, Naviaux descreve as características metabólicas dos três estágios da CDR que compõem o ciclo de cura.

“O objetivo da CDR é ajudar a proteger a célula e acelerar o processo de cicatrização”, disse Naviaux, essencialmente fazendo a célula endurecer suas membranas, interromper a interação com os vizinhos e recolher-se dentro de si até que o perigo tenha passado.

“Mas às vezes o CDR fica preso. No nível molecular, o equilíbrio celular é alterado, impedindo a conclusão do ciclo de cura e mudando permanentemente a maneira como a célula responde ao ambiente. Quando isso acontece, as células se comportam como se ainda estivessem feridas ou em perigo iminente, mesmo que a causa original da lesão ou ameaça tenha passado”.

Em seu novo artigo, Naviaux descreve detalhadamente como ele, baseado em evidências crescentes, acredita que a disfunção metabólica leva à doença crônica. (2) A progressão através do ciclo de cura, segundo ele, é controlada pelas mitocôndrias – organelas dentro das células mais conhecidas pela produção da maioria da energia necessárias para sobreviver – e pelas metabocinas, moléculas sinalizadoras derivadas do metabolismo para regular os receptores celulares, incluindo mais de 100 para a cura.

“São as anormalidades na sinalização da metabocina que fazem com que os estágios normais da resposta de perigo celular persistam anormalmente, criando bloqueios no ciclo de cura”, disse Navaiux, que observou a teoria CDR também explica por que algumas pessoas curam mais rapidamente que outras e por que uma doença crônica aparentemente tratada com sucesso pode recair. É uma forma de “dependência” metabólica na qual a célula em recuperação fica condicionada ao seu estado prejudicado.

Naviaux sugere que a ciência pode estar à beira de escrever um novo capitulo para a medicina, que se concentra na prevenção de doenças crônicas e novos tratamentos para elas, ajudando assim as pessoas a se recuperarem completamente, onde abordagens antigas apenas produziram pequenas melhorias.

“A idéia é direcionar os tratamentos para os processos que estão bloqueando o ciclo de cura”, disse ele. “Os novos tratamentos só podem ser dados por um curto período de tempo”, ao contrário do que acontece hoje com os pacientes crônicos que tomam medicamentos pela vida toda sem o beneficio da cura.

“Uma vez que os gatilhos de uma lesão crônica tenham sido identificados e removidos, e os sintomas contínuos tratados, precisamos pensar em corrigir o problema subjacente da cura prejudicada. Ao desviar o foco das causas iniciais para os fatores metabólicos e vias de sinalização que mantêm a doença crônica, podemos encontrar novas maneiras de não apenas acabar com a doença crônica, mas também de preveni-la ”.

Este é exatamente o foco do meu trabalho, onde a união da terapêutica bioFAO que rege os processos biofísicos do tratamento visando a auto-organização e reequilíbrio, se alinha perfeitamente as estruturas bioquímicas necessárias dos nutrientes e detoxicantes usados para a correção metabólica funcional. Eu e meus pacientes já estamos juntos escrevendo os novos capítulos da medicina do futuro aqui e agora. Drª Marcia Tornavoi- CRM 58771

REFERÊNCIAS

1- https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1567724918301053

2- https://health.ucsd.edu/news/releases/Pages/2018-09-07-chronic-diseases-driven-by-metabolic-dysfunction.aspx

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A inflamação crônica é a grande vilã que está na raiz de praticamente todas as doenças – Drª Marcia Tornavoi

Ao contrário de inflamação aguda, que é temporária e benéfica em nos proteger contra infecções e lesões, a inflamação crônica ocorre quando a chave do seu sistema imunológico fica presa na posição “Ligada”. Como resultado, acontece uma guerra contínua que vai lesando as células causando a principio, disfunção, depois lesão e finalmente degeneração e doença. Nesta guerra também ocorre um ganho de tecido gorduroso (especialmente em torno da cintura) que produz citocinas inflamatórias que alimentam e perpetuar a inflamação crônica que é silenciosa, insidiosa e bastante destrutiva. (1)

Como nutróloga, creio que a melhor maneira de prevenir ou curar a inflamação crônica é manter uma dieta anti-inflamatória
Com verduras, legumes, gorduras boas e alimentos fermentados e evitar alimentos pró-inflamatórios, como açúcar, caseína, álcool, produtos químicos artificiais, gordura trans e glúten. Eu recomendo evitar todos os grãos, porque eles são pró-inflamatórios. (2)

Outros aspectos do estilo de vida que também são importantes observar para combater ou evitar a inflamação crônica

• Evitar antibióticos, antiácidos e antiinflamatórios, tanto quanto possível.
Todos estes medicamentos podem alterar o intestino e prejudicar a microbiota que são os trilhões de lactobacillos e probióticos intestinais que fazem de tudo, desde digerir os alimentos até regularizar o sistema imunológico e produzir vitaminas e enzimas. Os danos a microbiota produzem toxinas, enfraquecem a parede intestinal e conduzem a um “intestino permeável” que, por sua vez, induz a uma resposta imunitária que alimenta a inflamação crônica em todo o corpo. (3)

• Respeitar a conexão mente-corpo.
A ciência mostra que uma prática simples de meditação ou outras abordagens mente-corpo como yoga e tai-chi podem melhorar a saúde. Uma recente revisão de 25 estudos concluiu que “terapias mente-corpo reduziram marcadores de inflamação.” Não precisa meditar por horas apenas cinco ou dez minutos por dia pode ser benéfico. (4)

• Exercitar-se regularmente.
Há alguns anos, os investigadores seguiram mais de 4.000 pessoas de meia-idade por mais de 10 anos. Eles descobriram que, independentemente do seu peso ou índice de massa corporal, pessoas que fizeram exercício moderado duas vezes por semana reduziram seus marcadores de inflamação. (5)

• Reduzir a sua exposição a toxinas.
Quando o sistema imunológico se depara com substâncias tóxicas pode reagir criando inflamação. Recomendo prestar atenção aos produtos de limpeza usados em casa, assim como, aos produtos de cuidados pessoais. Mudar os alimentos para marcas orgânicas. Tomar água mineral de boa procedência e evitar ambientes poluídos e tóxicos. (6)

• Dormir mais.
As pesquisas mostram que a má qualidade ou pouca quantidade de sono pode desencadear alterações pró-inflamatórias. Procurar dormir pelo menos sete horas noturnas. E para melhorar a qualidade do sono, desligar os dispositivos electrónicos bem antes de dormir e usar cortinas blackout para bloquear a luz exterior. (7)

• Tomar um pouco de sol.
Embora a exposição excessiva ao sol seja prejudicial para a sua pele, ” a fobia de sol ” também pode ser perigoso. A vitamina D natural que é sintetizada na pele a partir de luz solar é um modulador crucial do sistema imunológico e sua deficiência está associada à inflamação. Exponha-se por 10 a 15 minutos no sol por dia. (8)

• Desfrutar de uma massagem.
Pesquisas sugerem que uma massagem de 45 minutos pode diminuir os níveis de citocinas pró-inflamatórias. (9)

Observações finais
A busca constante do equilíbrio global, da saúde física e emocional deve ser uma prioridade em nossas vidas.
Nós vamos com este corpo que temos hoje ate o fim de nossas vidas, portanto, não importa a idade ou condição física atual. Todos podem e devem começar a se cuidar agora.
Evitar que a inflamação crônica se instale ou tratá-la quando já se instalou é super urgente. Isto pode nos livrar de uma doença crônica com dores e limitações daqui a poucos anos.
A nutrologia, a reposição de nutrientes e a homeopatia podem ser boas companhias nesta jornada rumo à saúde e o bem estar. Tenho trabalhado com famílias inteiras que desfrutam a vida com mais sabor e paz sem as intercorrencias constantes de doenças, sejam das crianças, dos adultos ou dos idosos. Pense nisto. Comece hoje.

Referências
(1) Altern Ther Health Med. 2015 Nov-Dec;21(6):8-9. Inflammation: The Root of Our Chronic Diseases. Campbell AW.
(2) J Am Coll Nutr. 2015;34 Suppl 1:14-21. doi: 10.1080/07315724.2015.1080105. Anti-inflammatory Diets.vSears B1.
(3) Brain Behav Immun. 2016 Jan;51:1-11. doi: 10.1016/j.bbi.2015.06.012. Epub 2015 Jun 23. Mind-body therapies and control of inflammatory biology: A descriptive review.Bower JE1, Irwin MR2.
(4) Prz Gastroenterol. 2018; 13(2): 85–92. Published online 2018 May 25. doi: 10.5114/pg.2018.76005 PMCID: PMC6040098 PMID: 30002765 The influence of antibiotics and dietary components on gut microbiota Ruth K. Dudek-Wicher,corresponding author Adam Junka, and Marzenna Bartoszewicz.
(5) Clin Chim Acta. Author manuscript; available in PMC 2013 Apr 18. Published in final edited form as: Clin Chim Acta. 2010 Jun 3; 411(0): 785–793. Published online 2010 Feb 25. doi: 10.1016/j.cca.2010.02.069 PMCID: PMC3629815 NIHMSID: NIHMS182485
PMID: 20188719 Effect of exercise training on chronic inflammation Kristen M. Beavers, Tina E. Brinkley, and Barbara J. Nicklas
(6) Oncotarget. 2018 Jan 23; 9(6): 7204–7218.Published online 2017 Dec 14. doi: 10.18632/oncotarget.23208 PMCID: PMC5805548
PMID: 29467962 Inflammatory responses and inflammation-associated diseases in organs Linlin Chen,#1 Huidan Deng,#1 Hengmin Cui,1,2 Jing Fang,1,2 Zhicai Zuo,1,2 Junliang Deng,1,2 Yinglun Li,1,2 Xun Wang,1,2 and Ling Zhao1,2
(7) Int J Environ Res Public Health. 2017 Nov; 14(11): 1347. Published online 2017 Nov 6. doi: 10.3390/ijerph14111347 PMCID: PMC5707986 PMID: 29113118 Sleep, Health and Wellness at Work: A Scoping Review Nicola Magnavita1,* and Sergio Garbarino2,3
(8) Vitamin D crucial to activating immune defenses Date: March 8, 2010 Source: University of Copenhagen
(9) J Altern Complement Med. 2012 Aug; 18(8): 789–797. doi: 10.1089/acm.2011.0071 PMCID: PMC3419840 PMID: 22775448 A Preliminary Study of the Effects of Repeated Massage on Hypothalamic–Pituitary–Adrenal and Immune Function in Healthy Individuals: A Study of Mechanisms of Action and Dosage Mark H. Rapaport, MD,corresponding author1 Pamela Schettler, PhD,1 and Catherine Bresee, MS2