Drª Márcia Tornavoi
Médica Nutróloga
CRM 58771
RQE 40397

Drª Márcia Tornavoi 
Médica Nutróloga 
CRM 58771
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Medicina Integrativa Nutrologia Clinica

Hidratação abaixo do ideal leva ao aumento da inflamação e outros fatores associados a doenças degenerativas – DrªMarcia Tornavoi

 

Proporcionar ao corpo a hidratação ideal na forma de água pura é um dos passos mais simples para melhorar a saúde. É uma ferramenta tão poderosa que uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Investigation sugere que 3 milhões de pessoas, por ano nos EUA, deixariam de desenvolver doenças degenerativas se melhorassem a hidratação ao longo da vida. Isto faz todo sentido, já que o corpo é composto principalmente de água.

No nascimento, o peso corporal é de 75% de água, caindo para 55% nos idosos. Manter um equilíbrio ideal entre a ingestão e a saída de água é essencial para a sobrevivência, e é por isso que, se o corpo ficar desidratado, ativará vários mecanismos hormonais e neurorregulatórios para salvar a vida. Dentre eles, sentir sede, e caso não beba um pouco de água, os rins vão segurar a água, diminuindo a produção de urina.

 

 

Os pesquisadores analisaram os efeitos da hipo hidratação subclínica a longo prazo, ou quando há perda crônica de água maior  do que a ingerida, encontrando evidências de que mesmo mudanças sutis nos níveis de hidratação levavam a efeitos “profundos” na saúde a longo prazo, e que a manutenção da hidratação ideal durante a vida de uma pessoa fornece proteção contra o desenvolvimento de distúrbios crônicos dependentes da idade.

O corpo precisa de água para circulação sanguínea, metabolismo, regulação da temperatura h corporal e remoção de resíduos. Se você está desidratado, mesmo que levemente, seu humor e função cognitiva podem sofrer.

Em um estudo com 25 mulheres, aquelas que sofreram desidratação de 1,36% sofreram piora no humor, irritabilidade, dores de cabeça e menor concentração em tarefas percebidas como mais difíceis.

Um estudo em que 20 mulheres saudáveis, na casa dos 20 anos, foram privadas de todas as bebidas por 24 horas também mostrou as repercussões mentais de pouca água. Embora não tenham sido observadas anormalidades clínicas nos parâmetros biológicos (urina, sangue e saliva), a sede e a frequência cardíaca aumentaram e a produção de urina foi drasticamente reduzida (e ficou mais escura).

Quanto aos efeitos do humor, os autores observaram: “Os efeitos significativos da [privação de fluidos] no humor incluíram diminuição da atenção e aumento da sonolência, fadiga e confusão” Essa pode ser uma das razões pelas quais, em outro estudo, foi identificado que motoristas desidratados causaram duas vezes mais erros de condução durante um tempo de duas horas em relação aos condutores hidratadas.

O fator de risco número um para cálculos renais também é não estar bebendo água suficiente, e há pesquisas mostrando que a alta ingestão de líquidos está ligada a um menor risco de certos tipos de câncer, como bexiga e colorretal.

Mesmo o risco de doença cardíaca coronária fatal está associado à ingestão de água, com mulheres que bebem cinco ou mais copos de água por dia reduzindo seu risco em 41% em comparação com mulheres que bebem menos. Enquanto isso, os homens reduziram seu risco em 54%. Outros sintomas de desidratação  incluem:

 

Boca seca e pegajosa

Sede extrema

Sonolência ou cansaço

Irritabilidade e confusão

 

Pele seca

Olhos fundos

Dor de cabeça

 

 

Pressão sanguínea baixa

Tontura

Batimento cardíaco acelerado

Poucas ou nenhuma lágrima ao chorar

Respiração rápida

 

 

 

Febre

Cãibras musculares

Pouca ou nenhum  micção e cor de urina mais escura que o normal

 

Desidratação grave

Em casos graves, delírio ou inconsciência

Tanto crianças quanto adultas costumam não beber água suficiente, e estima-se que 20% a 30% dos adultos mais velhos estejam desidratados, geralmente devido à falta de sede e ao fato de ao envelhecer naturalmente diminui o volume de água no corpo.

A quantidade de água ideal varia dependendo da sua idade, estado de saúde, níveis de atividade e muito mais, mas você deve ter ouvido o conselho de beber oito copos de água por dia (conhecida como regra 8×8).

Esta não é necessariamente a melhor quantidade para todos, pois não existe uma cota de água única para todos os seres humanos. De fato, em uma revisão publicada no American Journal of Physiology, Heinz Valtin, da Dartmouth Medical School no Líbano, New Hampshire, não encontrou base científica para a regra 8×8, que é mais adequadamente descrita como um mito.

Dá para usar a cor da sua urina como um guia. Se for um amarelo profundo e escuro, é provável que a ingesta de água não está sendo suficiente. Uma cor de palha pálida ou amarelo claro é tipicamente indicativa de hidratação adequada. Se a urina é escassa ou se não há urina por muitas horas, isso também indica que não está  ocorrendo ingesta suficiente.

O que está claro é que o corpo depende de um balanço hídrico preciso para se manter idealmente saudável, e até pequenas alterações nesse equilíbrio podem afetar sua saúde física e mental. Portanto, economizar na ingesta de água  pode levar ao envelhecimento acelerado ou aumentar o risco de doença degenerativa.

Isso não significa que você precisa se estressar com as quantidades adequadas de água ou se forçar a beber grandes quantidades. Apenas tenha consciência de reabastecer seu corpo com água pura regularmente e, definitivamente, tome sempre um copo grande se estiver com sede. Lembre-se de que, durante atividades físicas extenuantes, em climas quentes, climas secos e em longos voos de avião, você pode precisar de mais água do que o normal; portanto, planeje manter a sua garrafa de água (reutilizável) à mão.

Além disso,  se  você prefere refrigerantes , bebidas energéticas ou suco de frutas, faça logo uma mudança em seu hábito e mude sua escolha para água pura e aproveite os ganhos de saúde que certamente serão perceptíveis a curto e longo prazo.

Fontes e Referencias

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Médica Bio-FAO. -CRM 58771 RQE 40397

São Paulo 11 3813-2261

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Medicina Integrativa Saúde integral

Depressão e o que é necessário para recuperar a luz do ser – Drª Marcia Tornavoi

Desde o início da pandemia pelo covid-19, o mundo vem atravessando fortes transformações. O isolamento social instituído como estratégia única para desacelerar a disseminação do vírus, chacoalhou nossas emoções e a forma com que nos relacionamos com a vida, e deixou muita gente sem rumo.
Agora imagine aquelas pessoas que já viviam em isolamento social, não por determinação sanitária da ONU, mas por dificuldade de sair de um buraco profundo em que já estavam vivendo, muitas vezes, há meses ou anos.
É para estas pessoas, e para aquelas que vivem ao seu redor, sem se dar conta de que podem ajudar, que este alerta abaixo foi criado, por Maria Popova, de forma tão delicada e sutil. 


Os raios quentes da esperança e da cura entram no interior da câmara de chumbo escura da solidão através das rachaduras inesperadas da bondade.

“Às vezes é preciso simplesmente suportar um período de depressão pelo que se pode apreender de iluminação, se pudermos viver através dela, atento ao que ela expõe ou exige”, escreveu o poeta May Sarton enquanto contemplava a cura para o desespero em uma estação escura do espírito. Mas o que é preciso para pegar este precário instante na direção da luz? Quando estamos naquele lugar escuro e oco, aquele lugar de solidão e isolamento, quando a garoa cinzenta de horror induzida pela depressão assume a qualidade da dor física,  o que é preciso para viver o horror e o vazio do outro lado, olhar para trás e suspirar incrédula, com a poeta Jane Kenyon: “O que me machucou tão terrivelmente … até esse momento?”

 

 

Durante uma recente temporada sombria do espírito, uma querida amiga me deu a história mais maravilhosa, que dá esperança e reumaniza: alguns anos antes, quando um colega dela – outro físico – estava passando por essa época, ela deu-lhe uma muda de amarílis em um pequeno vaso; o efeito que teve sobre ele foi inesperado e profundo, como sempre é o efeito de gentilezas não calculadas – profundas e abrangentes, do mesmo modo que um pedregulho de gentileza ondula círculos de brilho cada vez maiores. Quando a luz voltou lentamente à sua vida, ele decidiu dar uma aula sobre a física da animação. E assim é que uma de suas alunas, Emily Johnstone, veio fazer Bloom -um curta-metragem de animação comovente, traçando a partir do pequeno gesto pessoal uma metáfora universal de como sobrevivemos às mais densas trevas privadas, em consonância com a insistência de Neil Gaiman de que “às vezes é preciso apenas um estranho, em um lugar escuro… para nos aquecer na estação fria.”  

Fonte: https://www.brainpickings.org/

É preciso unir forças e encontrar parceiros nestes momentos de dor e depressão. O isolamento pode ser rompido. Procure ajuda!

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Homeopata Bio-FAO.             CRM 58771             RQE 40397

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Medicina Integrativa Nutrologia Clinica

Os riscos do uso de Bisfenol A (BPA) e dos Ftalatos (BBP): Asma, TDAH, Autismo, Diabetes, Doenças cardiovascular, Infertilidade e Obesidade – Drª Marcia Tornavoi

 

 

Todos nós já ouvimos falar dos riscos do Bisfenol A, um produto químico usado para fazer plásticos duráveis. Pode ser encontrado em mamadeiras, brinquedos, garrafas de água e no revestimento de latas de alimentos. Tem sido associado ao desenvolvimento do diabetes e das doenças cardiovasculares.

Recentemente, vimos uma mudança para itens “sem BPA”, especialmente depois que o FDA proibiu o uso de BPA em embalagens de fórmulas para bebês .

Os ftalatos (BBP) são outro grupo químico popular que assim como o Bisfenol A, são desreguladores endócrinos , são encontrados em plásticos macios e maleáveis, cosméticos e farmacêuticos. Pesquisas anteriores conectaram os ftalatos a vários problemas de saúde, incluindo asma , TDAH , diabetes tipo II , distúrbio do espectro do autismo e problemas de fertilidade masculina . Mas, esses produtos químicos onipresentes poderiam ajudar a explicar o aumento drástico da obesidade? Uma nova pesquisa conduzida no Texas A&M Health Science Center descobriu que a exposição a um determinado ftalato pode aumentar epigeneticamente o armazenamento de gordura em nossos corpos mesmo antes de nascermos. O estudo foi publicado no Journal of Molecular and Cellular Endocrinology .

O professor assistente e autor principal, Dr. Mahua Choudhury, conduziu o estudo usando células-tronco, que são indiferenciadas e capazes de se tornarem várias células especializadas. As alterações epigenéticas que eles investigaram nas células-tronco, portanto, podem afetar o feto enquanto ele se desenvolve. Eles descobriram que os níveis de adipogênese (formação de células de gordura), como resultado da dose de BBP, podiam ser até cinco vezes maiores que o normal.

“Esses resultados são importantes, mas são apenas o primeiro passo em um estudo mais aprofundado”, alertou Choudhury.

Da mesma forma que o BPA, o BBP é encontrado em vários produtos de consumo, incluindo pisos de vinil e tapetes. No entanto, os seres humanos são mais frequentemente expostos a este produto químico através do consumo de alimentos. Embora não esteja envolvido na preparação de alimentos, ele pode ser encontrado em correias transportadoras e acessórios de plástico em máquinas que processam alimentos preparados. Em seguida, penetra nos alimentos expostos aos cintos e outros materiais.

Os Estados Unidos estabeleceram limites aos níveis de BBP permitidos em vários produtos, mas não adotaram medidas tão estritas quanto a União Europeia (UE). A UE proibiu o BBP de todos os brinquedos e itens para crianças, incluindo a proibição de criação e importação desses itens na UE. O BBP é mesmo proibido no esmalte de unhas na UE, pois o produto químico é considerado como tendo efeitos cancerígenos, mutagênicos e tóxicos na reprodução.

“A questão é muito complexa”, disse Choudhury. “Acho que ainda não há evidências suficientes para o governo intervir.”

Se esse produto químico prolífico pudesse afetar o armazenamento e a produção de gordura de um feto, poderia ajudar a explicar a epidemia de obesidade que assola a América?

Um terço dos adultos americanos são obesos e o custo médico anual  altíssimo,  Ravi Sonkar, Ph.D., pesquisador da Faculdade de Farmácia do Texas A&M Rangel que trabalhou no estudo, disse: “ Por muitos anos, vimos a obesidade como um problema muito simples, que tinha a ver apenas com dieta e inatividade.”

A co-autora Catherine A. Powell, Ph.D., também da Faculdade de Farmácia Texas A&M Rangel, comentou:  “Os pesquisadores investigaram o papel da genética na obesidade, mas não prestamos muita atenção ao impacto que o ambiente pode causar sobre como nossos genes são expressos.”

Embora existam muitos outros fatores que contribuem para o aumento do peso e gordura corporal, a influência epigenética descoberta neste estudo pode fornecer uma peça adicional ao quebra-cabeça da obesidade.

Source: Sonkar, R., Powell, C.A., Choudhury, M. (2016). Benzyl butyl phthalate induces epigenetic stress to enhance adipogenesis in mesenchymal stem cells. Molecular and Cellular Endocrinologyin press.

Reference: Texas A&M Health Science Center. Can Plastic Program Your Baby to be Obese? Vital Record. 17 May 2016. Web.

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Nutrologia Clinica

Certos alimentos podem ter o poder de reduzir o risco de doenças. Drª Marcia Tornavoi

O galato de epigalocatequina (EGCG), um dos principais polifenóis encontrados no chá verde, que pode ajudar a impedir o crescimento de tumores, ou DHA, um dos principais ácidos graxos ômega-3 encontrados em peixes e nozes, que pode proteger os neurônios e talvez diminuir as chances de desenvolver uma doença neurodegenerativa.

Evidências sugerem que vegetais crucíferos podem ser capazes de retardar o crescimento celular de um dos cânceres mais prolifico – o câncer de mama. É a segunda principal causa de morte por câncer em mulheres, e é fascinante pensar que simplesmente comer vegetais crucíferos – cheios de sulforafano – pode ajudar a retardar o seu crescimento. Embora sejam necessários estudos futuros para fundamentar essas alegações, um dos primeiros estudos clínicos a investigar os efeitos desse composto no tecido mamário canceroso descobriu que ele pode

potencialmente retardar o crescimento de células cancerígenas.

Sabe-se que brócolis e outros vegetais crucíferos, como couve-flor, couve de Bruxelas e couve, contêm sulforafano, um composto que pesquisas anteriores vincularam à prevenção do câncer. Este novo estudo, realizado por cientistas da Oregon State University e da Oregon Health & Science University, foi publicado na Cancer Prevention Research e descreve os possíveis benefícios do sulforafano em retardar o crescimento do câncer, juntamente com outras abordagens bem estabelecidas, incluindo radiação, cirurgia e quimioterapia.

A professora da Faculdade de Saúde Pública e Ciências Humanas da OSU e co-autora do estudo, Emily Ho, explicou: “Nosso objetivo original era determinar se os suplementos de sulforafano seriam bem tolerados e podem alterar alguns dos mecanismos epigenéticos envolvidos no câncer.”

“Ficamos surpresos ao ver uma diminuição nos marcadores do crescimento celular, o que significa que esses compostos podem ajudar a retardar o crescimento das células cancerígenas. Isso é muito encorajador. Pensa-se tradicionalmente que as abordagens alimentares se limitam à prevenção do câncer, mas isso demonstrou que poderia ajudar a retardar o crescimento dos tumores existentes. ”

A diretora do Centro Familiar Moore de Alimentos Integrais, Nutrição e Saúde Preventiva e principal pesquisadora do Instituto Linus Pauling disse que, uma vez que estudos adicionais são conduzidos para esclarecer mais

evidências sobre o efeito do sulforafano e de outros compostos alimentares no crescimento do câncer, eles podem ser administrados em conjunto com as terapias tradicionais para prevenir o câncer, interromper sua recorrência ou tratá-lo completamente.

Este estudo incluiu 54 mulheres que tiveram mamografias anormais e foram agendadas para uma biópsia da mama. No ensaio clínico de 28 semanas, que foi randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, as mulheres ingeriram um suplemento que continha sulforafano igual a um copo de brócolis ou um placebo. Em seguida, os pesquisadores avaliaram o efeito quimiopreventivo do sulforafano em biomarcadores seletivos do sangue e dos tecidos mamários.

Vários estudos descobriram anteriormente que mulheres que comem muitos vegetais crucíferos, como repolho, couve-flor, brócolis ou couve, têm menor risco de câncer de mama. O sulforafano, encontrado em grandes quantidades nesses tipos de alimentos, demonstrou modular o risco de câncer de mama em vários estágios da carcinogênese por diferentes mecanismos.

Source: Atwell, L.L., Zhang, Z., Mori, M., Farris, P.E., Vetto, J.T., Naik, A.M., Oh, K.Y., Thuillier, P., Ho, E., and Jackilen Shannon (2015). Sulforaphane Bioavailability and Chemopreventive Activity in Women Scheduled for Breast Biopsy. Cancer Prevention Research, 8:1184.
Reference: Oregon State University. Nutrient slowed cancer cell growth in early-stage breast cancer. Oregon State University News & Research Communications. 10 Feb 2016. Web.

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Nutrologia Clinica Saúde integral

Desnutrição é um problema endêmico no mundo, resultado tanto da fome quanto da obesidade – DrªMarcia Tornavoi

 

Aquela ideia antiga de que porque você e o seu filho são gordinhos, portanto estão bem nutridos, vem caindo por terra há alguns anos e hoje, sabemos que não é verdade.

Segundo o Relatório Global de Nutrição de 2016, baseado num estudo realizado em 129 países, 44% dos países enfrentam “níveis muito severos” de subnutrição e obesidade. Isso significa que uma em cada três pessoas no mundo sofre de algum tipo de desnutrição.

Tradicionalmente, a desnutrição está associada às crianças que estão passando fome, apresentam problemas de crescimento e são mais suscetíveis à infecção. Porém, os autores do relatório destacaram o “escalonamento do desafio global” representado pelo aumento da obesidade. Segundo eles, a alta ocorre em todas as regiões do globo e praticamente em os países.  Centenas de milhões de pessoas estão desnutridas apesar de apresentam sobrepeso, além de ter muito açúcar, sal ou colesterol no sangue.

A professora Corinna Hawkes, co-responsável pela pesquisa disse: “o estudo redefiniu o que mundo pensa sobre  o que é estar desnutrido”.

A desnutrição significa literalmente uma nutrição ruim – ou seja, quem não se alimenta adequadamente“.

Segundo o levantamento, o número de crianças abaixo de cinco anos com sobrepeso está se aproximando do de crianças abaixo do peso.

“Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é a nova norma”, diz Lawrence Haddad, outro responsável pela pesquisa. “É totalmente inaceitável”, acrescenta.

O relatório pede mais financiamento e comprometimento político para enfrentar o problema. Segundo a pesquisa, US$ 1 gasto em programas de incentivo à nutrição resulta em US$ 16 em benefícios para a população.

Os cuidados com a nutrição, e a reposição adequada de nutrientes podem salvar sua vida em momentos de epidemias como a que estamos vivendo hoje. Não jogue com sua saúde, aposte na prevenção e venha se cuidar.

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/geral

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Nutrologia Clinica

Os alimentos podem proteger e melhorar sua visão – Procure um médico Nutrólogo – Drª Marcia Tornavoi

Ao contrário da crença popular, sua visão depende em grande parte do seu estilo de vida. Nutrir os olhos com os nutrientes apropriados ao longo dos anos pode ajudar bastante a manter uma boa visão durante a terceira idade.

Além disso, mesmo que sua visão comece a se deteriorar, as evidências sugerem que você pode parar a deterioração. Você pode até voltar o relógio, por assim dizer, e melhorar sua visão.

Em um artigo recente da BBC,  Dr. Michael Mosley discute seus próprios problemas de visão e suas experiências com intervenção nutricional, apresentadas em um episódio do programa da BBC “Confie em mim, sou médico”

Sua mácula – a parte de sua retina responsável pela visão central – é protegida por um pigmento amarelo, composto de luteína, zeaxantina e meso-zeaxantina que são compostos vegetais com potentes capacidades antioxidantes . Seu corpo não pode produzi-los, então você deve obtê-los de sua dieta.

Em notícias relacionadas, demonstrou-se que a ingestão mais alta de vitamina C evita a catarata, a segunda principal causa de perda de visão. 10 De acordo com o National Eye Institute, mais da metade de todos os americanos acaba com catarata aos 80 anos.

Outro estudo recente descobriu que os diabéticos que ingeriam rotineiramente 500 mg de peixe rico em ômega-3 (duas porções por semana) reduziram em 48% o risco de retinopatia diabética. A retinopatia diabética é uma complicação grave ou efeito colateral do diabetes tipo 2 que ocorre quando o fluxo sanguíneo para sua retina é reduzido. É a causa mais comum de cegueira em diabéticos.

A astaxantina é produzida pela microalga Haematococcus pluvialis é um antioxidante muito mais poderoso que a luteína e a zeaxantina, e muitos pesquisadores acreditam que seja o antioxidante mais poderoso já descoberto para a saúde ocular.Verificou-se que possui benefícios protetores contra vários problemas relacionados aos olhos, incluindo as duas principais causas de cegueira em idosos: ARMD e catarata, além de:  Edema macular cistoide,   Retinopatia diabética.   Oclusão arterial da retina e oclusão venosa, Glaucoma e Doenças oculares inflamatórias (retinite, irite, ceratite e esclerite)

 

 

 

 

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REFERÊNCIAS

 

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Pneumonia: Peça a seu médico orientação alimentar e soluções naturais complementares para o tratamento – Drª Marcia Tornavoi

 

A pneumonia é uma infecção respiratória que faz com que os sacos de ar nos pulmões sejam preenchidos com pus ou líquido. É mais provável que a infecção afete aqueles com um sistema imunológico enfraquecido.

No entanto, existem muitas causas diferentes de pneumonia que podem ser classificadas em infecções bacterianas, virais e fúngicas ou por contaminação química.

A pneumonia pode ser tratada  de vários  métodos diferentes, e estes geralmente dependem do tipo de pneumonia, sua gravidade, idade e estado geral de saúde atual.

Dadas as diferentes causas de pneumonia, é importante que o seu médico examine seu caso minuciosamente e prescreva as soluções apropriadas para  a cura efetiva da doença.

Muitas vezes, os antibióticos são prescritos, assim como medicamentos para tosse ou expectorantes, analgésicos como aspirina ou ibuprofeno e corticosteróides.

No entanto, esteja ciente de que esses medicamentos podem ter efeitos adversos que podem exacerbar sua condição. É por isso que você pode pedir ao seu médico que procure soluções naturais para o tratamento complementar, usando o mínimo de medicamentos químicos possível para cada caso.

Homeopatia, bioFAO e uma variedade de ervas, plantas e alimentos podem ajudar a alcançar esse objetivo.

São eles:

Chá de feno-grego – Sementes de feno-grego pode ajudar a limpar o muco acumulado no corpo e aliviar a tosse. O chá de feno-grego também pode ser útil para febre, induzindo o suor que pode eventualmente reduzir a temperatura do corpo.

Astrágalo – Planta conhecida por aumentar seu sistema imunológico e aumentar a resistência do seu corpo a vírus e bactérias.

Óleo de orégano – Este óleo essencial possui propriedades antivirais, antibacterianas e antifúngicas que podem ser úteis para pacientes com pneumonia.

Manjericão – Também conhecido como tulsi, possui habilidades antivirais e antifúngicas.

Alho – Possui habilidades antibacterianas e antivirais. Os principais benefícios para a saúde deste vegetal bem conhecido estão intimamente ligados a um composto chamado alicina.

Echinácea – É uma panta útil para pacientes com pneumonia porque possui capacidades antivirais e antibacterianas. Aumentando efetivamente a função do sistema imunológico.

Gengibre – Ajudar a eliminar as toxinas. Pode adicionar gengibre fresco ou seco às suas refeições ou em forma de chá.

Alguns alimentos que devem estar no cardápio são: laranja, abacaxi, morango, brócolis, espinafre e tomate.  Muita água e repouso. 

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Nutrologia Clinica Saúde integral

Considerações entre a má alimentação, depressão e suicídio – Drª Marcia Tornavoi

Estamos terminando o mês de setembro e ouvimos muito durante todos estes dias sobre a campanha de prevenção ao suicídio. Meu objetivo com este artigo é chamar a  atenção para alguns aspectos que normalmente não são priorizados no debate deste tema.

O suicídio é uma das  três principais causas de morte que estão em ascensão, juntamente com as overdoses de medicamentos e a doença de Alzheimer. As estatísticas revelam que as taxas de  suicídio vêm aumentando de forma acentuada e constante desde o início dos anos 2000, tragicamente, também entre crianças e adolescentes, e o foco das atenções para explicar este fato repousa principalmente sobre o aumento da depressão. No entanto, apesar dos novos medicamentos antidepressivos, não chegaremos rapidamente a lugar algum, a menos que comecemos a abordar o tratamento e a prevenção da saúde mental de uma perspectiva mais holística e não apenas bioquímica e medicamentosa.

 

Como sabemos, os medicamentos antidepressivos podem não funcionarem muito bem, em alguns casos,  e ainda tem o problema dos seus efeitos colaterais que são inúmeros. Enquanto isso, as deficiências  nutricionais, o declínio na interação social ocasionada pelo aumento da dependência das mídias e tecnologias sociais, a exposição excessiva aos campos eletromagnéticos (Celular e Wi-Fi) , a falta de sono com qualidade, a falta de propósito de vida ou conexão espiritual e estresse crônico não resolvido, são apenas alguns dos fatores que podem contribuir para a depressão e/ou ideação suicida, nenhum dos quais pode ser tratado por novos ou mais medicamentos.

A depressão é um dos transtornos mentais mais comum, afeta milhões de pessoas, e é a principal causa de problema de saúde e incapacidade no mundo. Pode ser uma doença terminal se uma pessoa tenta continuamente e, eventualmente, consegue tirar a própria vida, mas certamente não é a única causa de suicídio. Os traumas e perdas da vida de uma pessoa e a maneira como responde a elas é infinitamente variada e dependente do contexto.

De acordo com dados do CDC.”gov, Suicide Rising Across the US.” mais da metade das pessoas que cometem suicídio não têm uma condição de doença mental conhecida, e segundo uma pesquisa desta mesma instituição , outros fatores contribuintes para o suicídio  incluíram:

 

 

  • Problemas de relacionamento (42%)
  • Uma crise nas últimas ou próximas duas semanas (29%)
  • Abuso de substâncias (28%)
  • Um problema de saúde física (22%)
  • Trabalho ou problema financeiro (16%)
  • Problema criminal ou legal (9%)
  • Perda de habitação (4%)

Alguns sinais de alerta de  pensamentos ou proximidade do suicídio

  • Sentindo-se preso ou com dores insuportáveis
  • Mudanças extremas de humor
  • Sentindo-se como um fardo
  • Sendo isolado
  • Aumento da ira ou raiva
  • Expressando desesperança
  • Aumento da ansiedade
  • Maior uso de substâncias
  • Procurando uma maneira de acessar meios letais
  • Dormindo muito pouco ou muito
  • Conversando ou postando sobre querer morrer
  • Fazendo planos para suicídio

O que fazer para ajudar.

  • Pergunte como estão se sentindo e se estão pensando em terminar sua vida, ou se planejam fazê-lo.
  • Não os deixe sozinhos e faça o seu melhor para mantê-los seguros
  •  Encaminhe rapidamente a um acompanhamento médico e psicológico
  • Torne-se disponível. Não faça críticas.
  • Entre em contato com diariamente e ajude a se reconectar com os outros.

Intervenções nutricionais que demonstraram ser benéficas

Um dos primeiros passos é limpar sua dieta e cuidar da saúde intestinal, caso contrário, você não terá praticamente nenhuma chance de ficar emocional e mentalmente saudável. Os alimentos têm um imenso impacto no humor, na motivação e na capacidade de lidar e ser feliz. Evitar açúcar e grãos, com os quais os alimentos processados são carregados já é um bom começo.  

Otimize seu nível de:

  • Gorduras ômega-3 = São realmente importantes para a função cerebral e saúde psicológica, principalmente o tipo DHA. Os ácidos graxos Omega-3 são conhecidos por serem componentes fundamentais da membrana externa das células cerebrais. É através dessa membrana que todos os sinais nervosos fluem. Então a presença de Omega-3 cria um ambiente ideal para a troca rápida de “mensagens” entre as células do nosso cérebro. Se o cérebro para de receber Omega-3, ele procura se adaptar a essa deficiência. Como consequência ele fica “preguiçoso” e as respostas passam a ser mais lentas. Quando esse comportamento é repetido dia-após-dia, o cérebro passa a encarar esse novo estado como sendo o seu novo padrão normal de funcionamento.É aí que problemas de memória, alterações de humor e dificuldades de aprendizado podem se tornar frequentes. O organismo é incapaz de produzi-los, por isso deve-se obtê-los por meio da alimentação como: peixes, algas, semente de linhaça e castanhas. Peça suplementação a seu médico.
  • Vitamina D = Receber exposição solar suficiente para obter um nível saudável de vitamina D. Sua deficiência é na verdade mais a regra do que a exceção e, está implicada em distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Pessoas com níveis mais baixos de vitamina D, são 11 vezes mais propensas a ficar deprimidas do que aquelas que tinham níveis normais. Peça suplementação ao seu médico.
  • Vitaminas do complexo B = Desempenham um papel na produção de certos neurotransmissores importantes para a regulação do humor e outras funções cerebrais. A deficiência da vitamina B9 foi observada entre as pessoas com depressão, assim como a deficiência de B6 que é o cofator das enzimas que convertem o L-triptofano em serotonina, que é o hormônio do bem estar.

Vitaminas B6, B8 (inositol) e B12 em combinação são eficazes para melhorar os sintomas esquizofrênicos. A deficiência de vitamina B12 e Folatos pode desencadear depressão, mania, psicose e delírios paranoicos, assim como a deficiência  de B8 pode agravar o pânico e o TOC.

 

Este complexo de vitaminas têm um impacto direto no ciclo de metilação e são  necessárias para a produção e função dos neurotransmissores e a manutenção de mielina, a bainha gordurosa que cerca as células nervosas. Sem esse revestimento protetor, os sinais nervosos tornam-se lentos e esporádicos, o que pode levar a problemas de função motora, perdas cognitivas e alterações de humor.

 

Fontes:  Vitamina B6 estão a carne vermelha, aves, peixe, legumes, ricota, batatas, bananas, melancia, espinafre e sementes de girassol. Folato incluem, o chá verde, vegetais de folhas verdes, feijões, legumes e frutas.                                                                                          B12, é recomendado comer carnes magras, peixe, aves, ovos, laticínios, leveduras alimentares, cereais enriquecidos e leite de soja. Podem-se ainda tomar suplementos de vitamina B, com orientação médica.

 

 

  • Triptofano = Aminoácido utilizado pelo cérebro que ajuda na produção de serotonina (neurotransmissor importante no processo bioquímico do sono e do humor). O corpo não produz o triptofano é preciso ingeri-lo por meio de alimentos como, banana, aveia, pinhão, amêndoas, cacau, abacate.
  • Ferro = A deficiência de ferro, um problema comum principalmente entre as mulheres, também pode causar depressão, além de levar a um número insuficiente de glóbulos vermelhos. Por sua vez, a insuficiência de glóbulos vermelhos pode causar fadiga, confusão, perda de apetite, irritabilidade e outros sintomas emocionais. Para aumentar a ingestão de ferro, é recomendado comer alimentos como carne vermelha, soja, beterraba, peixe, farinha de aveia, manteiga de amendoim, espinafre, feijão, romãs e ovos. No entanto, para aumentar a absorção do ferro pelo corpo, é preciso consumir, juntamente com ele, também alimentos ricos em vitamina C.
  • Selênio = Atua em enzimas que diminuem o estresse oxidativo do cérebro, ou seja, trabalha para que o cérebro “não envelheça”. Está diretamente associado ao ciclo de vida das células. Colabora na eliminação de toxinas, como mercúrio, que provocam problemas cerebrais. Está ligado à produção dos hormônios da tireoide.  A baixa oferta de selênio no organismo aumenta os riscos de problemas de cognição e pode até agravar quadros de patologias cerebrais. Há estudos que apontam a deficiência desse mineral como uma das causas de surtos de mau humor. Como consumir: a principal fonte é a castanha-do-pará. Duas unidades diárias fornecem a quantidade adequada do micronutriente. Também é encontrado em lagostas e caranguejos.
  • Zinco = Está relacionado à proteção de neurônios e à melhora de quadros de estresse oxidativo, que contribui para o aumento do risco de doenças como depressão e Alzheimer. Como promove a síntese da dopamina e da serotonina, é um importante agente na diminuição da depressão. Carência piora o estresse oxidativo, o que aumenta riscos de depressões e Alzheimer. O desequilíbrio pode estar associado à morte de neurônios e à queda na qualidade do sono. Como consumir: carnes vermelhas, amêndoas, frutos do mar e ostras.
  • Cromo = Atua nos receptores da serotonina e no aproveitamento da glicose pelo cérebro – consequentemente, está relacionado à regulação de humor e emoções. No corpo, tem papel fundamental no metabolismo de gorduras e açúcares. Também age sobre a taxa de colesterol. A falta de cromo compromete o transporte da glicose para as células. A carência desse elemento é capaz de acarretar altos e constantes níveis de glicose no sangue, o que pode levar ao diabetes. Como consumir: ovos, carne, aveia, linhaça, brócolis.
  • Magnésio = É responsável por ativar mais de 300 reações enzimáticas diferentes do nosso corpo. É crucial para transmissão nervosa, contração muscular, coagulação sanguínea, produção de energia, metabolismo de nutrientes e formação de osso e células. Sua falta tende a ampliar a reação do estresse, alterando o equilíbrio entre adrenalina e cortisol que pode levar a fadiga crônica, depressão e dificuldade de concentração e aprendizado. Mais concentrado em espinafre, couve, acelga, sementes de abóbora, iogurte e amêndoa.

Evitar alimentos com:

  • Glúten = O nível de glúten em nossos grãos está muito mais alto do que nunca, graças a várias técnicas transgênicas de produção. Pode causar depressão e transtorno de comportamento em pessoas sensível a ele. Nesse caso, a chave é remover completamente o glúten da dieta.
  • Açúcar = Aumenta a produção de insulina. Leva a um estado de euforia seguido de tristeza. O resultado é um consumo ainda maior do doce, o que leva ao recomeço do ciclo depressivo. Aumenta a irritabilidade e a agitação, principalmente em crianças.
  • Gorduras trans (vegetais solidificados ou hidrogenadas)
  • (Fast food) – Produto alimentício em pacotinhos em geral. = Aumentam a produção de citocinas, moléculas pró-inflamatórias que podem desencadear o mau funcionamento dos neurônios. Elas interferem na transmissão nervosa e podem diminuir a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

Cuidados com o intestino

O intestino já é considerado nosso “segundo cérebro”, afinal é ele que controla as emoções, estado mental e nossas preferências alimentares. A saúde deste órgão é o que determina o bem-estar do cérebro. Sabe o que o frio na barriga durante o medo, o enjoo quando estamos assustados e a sensação de “borboletas no estômago” têm em comum? São sintomas causados pela conexão entre os transmissores do intestino e do cérebro. O intestino produz e armazena 90% do neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória. A serotonina processa e transmite informações e estímulos sensoriais por intermédio dos neurônios. Quando há queda no nível do neurotransmissor a saúde física, mental e as emoções ficam comprometidas.

Desequilíbrio na composição dos micro-organismos que habitam nosso intestino pode levar à disbiose, condição que pode predispor a quadros inflamatórios e a quebra crescente da conexão cérebro-intestino que nos mantem mentalmente saudáveis. Fatores que influenciar diretamente na composição da microbiota intestinal:  Uso de antibióticos e anti-inflamatórios, dieta, estresse, poluição, cigarro, álcool, hereditariedade, estilo de vida, doenças e ferimentos.

 

Considerando os desequilíbrios hormonais

O climatério, a menopausa e outros desequilíbrios hormonais são frequentemente confundidos  com depressão. Atualmente, as mulheres estão entrando no climatério em idades mais jovens; alguns até antes dos 40 anos, e essa fase pode durar anos. Mulheres que nunca tiveram TPM podem apresentar subitamente sintomas bastante graves, deprimidos, mal-humorados, irritados e auto destrutivos. É preciso equilibrar os hormônios e isto inclui uma dieta nutritiva além de uma desintoxicação para garantir uma boa função do fígado.

Alguns fitoterápicos podem ser úteis contra estes sintomas. Hormônios base, como a progesterona, são outra opção que pode ou não ser necessária, dependendo de cada situação. Também deve se considerar a deficiência de testosterona nos homens. Depois de acertar a combinação certa, os sintomas geralmente diminuem ou desaparecem em poucas semanas.

Diante de todas estas considerações, é fundamental procurar preventivamente ou ao menor sinal de aparecimento dos sintomas citados acima, um médico e um psicologo para acompanhá-lo numa jornada em busca das suas causas, para juntos trabalharem no reequilíbrio, bem estar e alegria de viver de novo.  Um forte abraço e até breve! 

Drª Marcia Tornavoi – Médica Nutróloga e Médica Bio-FAO. -CRM 58771 RQE 40397

São Paulo 11 3813-2261       

São Paulo 11 988483218

Referências:

  Institutos Nacionais de Saúde Mental, Depressão Maior entre Adultos

  OMS 30 de março de 2017

 Medicinenet.com 16 de março de 2017

 CDC.gov, Suicídio em ascensão nos EUA

 Crisistextonline.org

 Journal of Chemical Neuroanatomy, setembro de 2016; 75, parte B: 43-51

  JAMA. 2010; 303 (1): 47-53

  PLOS Medicine 26 de fevereiro de 2008

 Psychological Medicine 16 de fevereiro de 2017, DOI: https://doi.org/10.1017/S0033291717000022

 British Medical Journal 956 15 de dezembro; 2 (5006): 1394–1398

 British Medical Journal 956 15 de dezembro; 2 (5006): 1394–1398 (Artigo completo, PDF)

 Associação de Ansiedade e Depressão da América, TCC para transtornos de ansiedade e depressão

Revista de Comportamento Humano no Ambiente Social 2012; 22: 463

 Journal of Alternative and Complementary Medicine, fevereiro de 2017, Tratamento do Transtorno Depressivo Maior com Iyengar Yoga e Respiração Coerente: AR

 

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Má alimentação, hipertensão e o aumento do risco de demência – Drª Marcai Tornavoi

A pressão arterial de 120/80 milímetros de mercúrio é considerada saudável. (120 refere-se à pressão arterial sistólica e 80 refere-se à pressão arterial diastólica). A hipertensão arterial é tipicamente considerada algo acima de 140/90 mmHg, embora as diretrizes atualizadas da American Heart Association tenham agora 130/80 mmHg como ponto de corte para o diagnóstico de hipertensão. Ter uma elevação em apenas um dos dois valores também pode ser suficiente para um diagnóstico de hipertensão.

Estima-se que um em cada três pessoas tenha pressão alta. E a pressão sistólica oferece a maior quantidade de informações sobre a rigidez das artérias e a quantidade de pressão necessária para empurrar o sangue pelo corpo. A pressão sistólica elevada é um importante fator de risco para doença cardiovascular e acidente vascular cerebral.

Pesquisas recentes sugerem que a hipertensão, especialmente a pressão sistólica elevada, também pode aumentar o risco de demência. Estudos prévios já mostraram que vítimas de AVC, mesmo que seja um pequeno AVC, estão sob maior risco de doença de Alzheimer, e isso acrescenta mais peso às recomendações para manter sua pressão arterial sob controle, a fim de proteger sua saúde cognitiva.

CAUSAS COMUNS DE PRESSÃO ALTA

De acordo com manuais de fisiologia médica, até 95 por cento da hipertensão é chamada de hipertensão essencial, ou seja, a causa subjacente é desconhecida. Da minha perspectiva, isso simplesmente não é verdade. Vários fatores foram identificados como contribuintes para a pressão alta, incluindo, mas não limitados a:

Resistência à insulina e leptina. A insulina ajuda o corpo a armazenar magnésio, o que ajuda a relaxar os músculos. Se suas células se tornaram resistentes à insulina, você não será capaz de armazenar magnésio, o que leva à constrição dos vasos sanguíneos e aumento da pressão arterial. Então, à medida que os níveis de insulina e leptina aumentam, isso faz com que a pressão arterial aumente.   1,2,3

Para determinar se a resistência à insulina / leptina está em jogo, verifique o seu nível de insulina em jejum.  Se é 5 mcU / mL ou acima, você definitivamente precisa reduzir o seu nível de insulina para reduzir o risco de pressão alta e outros problemas de saúde cardiovascular. Se a sua hipertensão é o resultado de níveis elevados de insulina, a intervenção dietética será fundamental.

Níveis elevados de ácido úrico também estão significativamente associados à hipertensão, portanto, qualquer programa adotado para tratar da pressão alta precisa normalizar seu nível de ácido úrico também

A má nutrição na infância demonstrou aumentar o risco de hipertensão na vida adulta

Intoxicação por chumbo. Importante que seu médico saiba dar informações sobre como desintoxicar o chumbo.

• Poluição do ar e Poluição sonora. A poluição do ar afeta a pressão sanguínea, causando inflamação, enquanto a poluição sonora exerce um efeito através de seus sistemas nervoso e hormonal. Viver em uma área atormentada por poluição sonora constante (ruas movimentadas da cidade com tráfego noturno) mostrou aumentar o risco de hipertensão em 6%, comparado a viver em uma área onde os níveis de ruído são pelo menos 20% mais baixos. Para resolver esses fatores, evite fumar, considere usar tampões para os ouvidos durante o sono, se você mora em um bairro barulhento e tomar medidas para melhorar a qualidade do ar do seu ambiente.

DIETA INFLUENCIA SUA PRESSÃO ARTERIAL

Uma das mais importantes mudanças dietéticas necessárias para melhorar a pressão alta é eliminar ou reduzir drasticamente o açúcar, especialmente a frutose processada, em sua dieta. Em estudo de 2010 descobriu que aqueles que consumiam 74 gramas ou mais por dia de frutose (o equivalente a cerca de 2,5 bebidas açucaradas) tinham um risco 77% maior de ter níveis de pressão arterial de 160/100 mmHg (estágio 2 de hipertensão).    4,5

Outro culpado dietético é a gordura trans , responsável pela aterosclerose (endurecimento das artérias). Este é outro fator desencadeante da hipertensão, portanto, evite todas as gorduras trans ou gorduras hidrogenadas, como margarinas, óleos vegetais, pastas e produtos assados.

A maneira mais fácil de reduzir tanto o açúcar quanto as gorduras insalubres de sua dieta é substituir os alimentos processados por alimentos frescos. Isto irá abordar não apenas a resistência à insulina e à leptina, mas também os níveis elevados de ácido úrico. Para saber mais sobre alimentação saudável, consulte um médico nutrólogo para traçar um plano de nutrição ideal, que o guiará passo a passo pelas mudanças necessárias. Um tipo de gordura que você pode precisar mais é de gorduras ômega-3.

Beterraba pode ajudar a baixar a pressão arterial

Em um pequeno ensaio controlado por placebo, um copo (250 ml) de suco de beterraba por dia durante um mês foi suficiente para baixar a pressão arterial para níveis normais. O grupo de tratamento também viu uma melhoria de 20 por cento na capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos e uma redução de 10 por cento na rigidez arterial. Os efeitos benéficos estão relacionados ao nitrato encontrado no suco de beterraba. Seu corpo converte o nitrato em nitrito bioativo seguido por óxido nítrico (NO), o último dos quais ajuda a relaxar e dilatar seus vasos sanguíneos e ajuda a prevenir coágulos sanguíneos.

Outros vegetais ricos em nitratos incluem rúcula, alface folha de manteiga. A fonte mais rica absoluta de nitrato é a beterraba fermentada, que contém de 2.000 a 3.000 mg de nitratos por 100 gramas. Para comparação, a rúcula, que contém a maior quantidade de qualquer vegetal, tem apenas 480 mg de nitratos por 100 gramas.

Aumente seu nível de óxido nítrico

É ótimo dar ao seu corpo as matérias-primas para criar o óxido nítrico, mas depois que ele é feito é armazenado dentro de vesículas que revestem seus vasos sanguíneos e não vai funcionar até que você o libere. Exercícios de alta intensidade são ótimos para liberá-lo

OUTRAS ESTRATÉGIAS DE ESTILO DE VIDA PARA REDUZIR SUA PRESSÃO ARTERIAL

Ande descalço

Andar descalço ajudará você a aterrar na terra. As experiências mostram que caminhar descalço melhora a viscosidade do sangue e o fluxo sanguíneo, o que ajuda a regular a pressão sanguínea. Então, faça um favor a si mesmo e largue seus sapatos de vez em quando.

Aterramento também acalma o sistema nervoso simpático, que leva a variabilidade da frequência cardíaca. Isso, por sua vez, promove a homeostase, ou equilíbrio, no sistema nervoso autônomo. Em essência, sempre que você melhora a variabilidade da frequência cardíaca, você está melhorando todo o seu corpo e todas as suas funções.

Amenize seu estresse

A conexão entre estresse e hipertensão é bem documentada, mas ainda não recebe a ênfase que merece. De fato, tem sido demonstrado que pessoas com doenças cardíacas podem reduzir o risco de eventos cardíacos subsequentes em mais de 70% simplesmente aprendendo a administrar seu estresse.

As emoções negativas reprimidas, como medo, raiva e tristeza, podem limitar severamente sua capacidade de lidar com as inevitáveis tensões cotidianas da vida. Não são os eventos estressantes em si que são prejudiciais, mas a sua falta de capacidade de lidar.

Otimize seu nível de vitamina D

A deficiência de vitamina D está associada à rigidez arterial e à hipertensão. Para uma saúde ideal, mantenha um nível de vitamina D entre 60 e 80 nanogramas por milímetro durante o ano todo.

Preste atenção a sua relação sódio / potássio

De acordo com o Dr. Lawrence Appel, pesquisador-chefe da dieta DASH e diretor do Centro Welch de Prevenção, Epidemiologia e Pesquisa Clínica da Johns Hopkins, sua dieta como um todo é a chave para o controle da hipertensão – e não apenas a redução do sal. Ele acredita que a maior parte da equação é este equilíbrio de minerais – ou seja, a maioria das pessoas precisa de menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio. De acordo com Appel: “Níveis mais altos de potássio reduzem os efeitos do sódio. Se você não pode reduzir ou não reduzir o sódio, a adição de potássio pode ajudar. Mas fazer as duas coisas é melhor.”

De fato, manter uma proporção adequada de potássio a sódio em sua dieta é muito importante, e a hipertensão é apenas um dos muitos efeitos colaterais de um desequilíbrio. Uma dieta de alimentos processados praticamente garante que você terá uma proporção desigual de sódio em excesso para potássio. Fazer a mudança de alimentos processados para alimentos frescos melhora automaticamente suas proporções.

Considere o jejum intermitente

O jejum intermitente é uma das formas mais eficazes para normalizar a sensibilidade à insulina / leptina, que é a causa da hipertensão. Faça com orientação médica.

Drª Marcia Tornavoi – Nutrologia Integrativa – CRM 58771 RQE 40397

São Paulo 11 3813-2261 

São Paulo 11 988483218

Referencias

1. Time Magazine, 28 de outubro de 2014

2. Drugs 1993; 46 Suppl 2: 149-59

3. Diabetes Care 2003 Mar; 26 (3): 805-809

4. CNN Health 16 de novembro de 2016

5. The Sun Daily 25 de outubro de 2016

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Como o intestino influencia na alergia? – Drª Marcia Tornavoi

 

O intestino tem sido foco de uma infinidade de estudos nos últimos anos. Hoje já sabemos que ele é muito mais do que um simples órgão que metaboliza e excreta alimentos, e que esta envolvido em inúmeros processos patológicos, inclusive a alergia. Ele é capaz de abrigar até 100 trilhões de bactérias, valor esse que supera o número de células presentes em um indivíduo; nele encontram-se de 60 a 70% das células imunológicas, e credita-se que a rotina e alimentação atual têm alterado drasticamente essa população microscópica.[1,3]

A flora intestinal apresenta funções importantes, como a síntese e defesa do organismo. Uma vez desregulada, ocorre a disbiose intestinal, que significa que o órgão não consegue absorver adequadamente as vitaminas, quebrar os peptídeos, e acaba reabsorvendo as toxinas causando inflamação sistêmica,  alergia e a disfunção autoimune .[1] 

Em um processo de disbiose, a falta de equilíbrio entre os microrganismos presentes na flora intestinal faz com que haja declínio das bactérias benéficas com consequente predomínio de bactérias patogênicas, além de fungos, que produzem subprodutos químicos e altamente tóxicos que são absorvidos pelo trato intestinal até a corrente sanguínea. Esses organismos maléficos, juntamente com os subprodutos formados, são capazes de destruir o revestimento no TGI (trato gastrointestinal) abrindo verdadeiros “buracos” no epitélio intestinal. Dessa forma, moléculas dos alimentos não digeridas são capazes de atravessar esses orifícios, e com isso, o sistema imune as reconhece como invasoras, gerando anticorpos e causando a alergia ou intolerância alimentar.

A transferência dos microrganismos da mãe para o feto ocorre desde a gravidez. A microbiota infantil e seus genes passam por diversas mudanças durante seu desenvolvimento que ocorre até os 3 anos. Todo esse processo sofre influência direta da genética, fatores ambientais, uso de medicamentos como antibióticos e a própria amamentação.[3]

O tipo de parto já é a primeira grande influência sobre a constituição da flora da futura criança: bebês nascidos de parto normal são mais colonizados por bactérias benéficas que os nascidos por cesariana. Crianças nascidas por cesarianas terão uma quantidade maior de bactérias do tipo Clostridium diffcile, por exemplo, e poderão ter mais cólicas abdominais que crianças de parto normal.[4,5]

Em seguida, a amamentação influi diretamente na formação da microbiota de uma criança, pois o leite humano contém algumas bactérias probióticas naturais, além de ser rico em oligossacarídeos (prebióticos) que auxiliam no desenvolvimento da flora da criança.[2]

Um estudo, publicado no Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, avaliou as amostras de fezes de recém-nascidos nos primeiros 20 dias, alimentados com fórmulas ou leite materno, e concluiu que a espécie de Bifdobacterium (umas das bactérias benéficas mais importantes do TGI) é dominante nas crianças alimentadas por leite materno.[1] Ainda, relacionando o desequilíbrio da microbiota com doenças alérgicas, um estudo, publicado na Clinical Exp. Allergy, mostrou que nos lactantes (objetos do estudo) que apresentavam alergias alimentares havia um desequilíbrio na sua microbiota, com menor quantidade das bactérias benéficas e predomínio de maléficas como Stafilococcus aureus [6] e, inclusive, em crianças com eczemas atópicas também foi evidenciado um desequilíbrio na microbiota intestinal.

Portanto, o tipo de alimentação e a composição da microbiota intestinal são fundamentais para o desenvolvimento do sistema imunológico e tem um papel muito importante na regulação de doenças alérgicas. No artigo do “TheEconomist” [7] surge a pergunta “Se as bactérias nos fazem adoecer, a sua troca podem nos tornar mais saudáveis?” É esta a ideia dos defensores dos microrganismos probióticos.

Você  não está sozinho nessa, pessoas de todos os lugares do mundo sofrem com alergias. Vamos trabalhar juntos, e entender que os probióticos são microrganismos, vivos, que, quando utilizados em doses corretas, trazem benefícios à saúde. Podem ser utilizados tanto em alimentos como em suplementos alimentares e medicamentos, modulando as desregulações gastrintestinais para tratar as doenças alérgicas como asma, eczema atópico, rinite alérgica e alergias alimentar.                 

Drª Marcia Tornavoi – CRM-SP 58771 / RQE 40397 – Médica Nutróloga

São Paulo (11) 3813-2261

São Paulo (11) 988483218

REFERÊNCIAS

1. HARMSEN H. J. M, WILDEBOER-VELOO, A.C. M., RAANGS, G. C. Analysis of Intestinal Flora Development in Breast-Fed and Formula-Fed Infants by Using Molecular Identifcation and Detection Methods. J Pediatr Gastroenterol Nutr, v.30, p. 61-67, 2000.

2. VANDENPLAS, Y.; VEEREMAN-WAUTERS, G.; DEGREEF, E. Probiotcs and prebiotics in prevention and treatment of diseases in infants and children. J Pediatr, v. 87, n. 4, p. 292-300, 2011

3. WEST, C. E.; JENMALM, M. C., PRESCOTT, S. L. The gut microbiota and its role in the development of allergic disease: a wider perspective. Clinical & Experimental Allergy, v. 45, p. 43–53, 2014.

4. NEU, J; RUSHING, J.Cesarean versus Vaginal Delivery: Long term infant outcomes and the Hygiene Hypothesis. Clinical Perinatology, v. 38, n. 2, p. 321-331, 2011.

5. PANDEY P. K.; VERMA, P. Comparative analysis of fecal microflora of healthy full-term Indian infants born with different methods of delivery (vaginal vs cesarean): Acinetobacter sp. prevalence in vaginally born infants. Journal of Biosciences, v. 37, n. 6, p. zZz 9-998, 2012.

6. BJORKSTEN, B.; NAABER, P.; SEPP, E.; MIKELSAAR, M. The intestinal microflora in allergic Estonian and Swedish 2-year-old children. Clin. Exp. Allergy, v. 29, p. 342-346, 1999

7. Me, myself, us.The Economist. (2012) 19